Peru expulsa embaixador devido ao ensaio nuclear de Pyongyang
Ministro dos Negócios Estrangeiros disse que expulsou Kim Hak-chol por causa das repetidas violações de resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O Peru declarou o embaixador da Coreia do Norte em Lima 'persona non grata', dando-lhe cinco dias para deixar o país em retaliação pelo ensaio nuclear efetuado pelo regime de Pyongyang no início deste mês.
O ministro dos Negócios Estrangeiros peruano afirmou, na segunda-feira, que decidiu expulsar o embaixador norte-coreano Kim Hak-chol por causa das repetidas violações de resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o seu programa nuclear.
A ação do Peru segue-se a um gesto idêntico do México.
Durante uma visita à América Latina, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu a quatro nações da região com relações com Pyongyang para romperem esses laços de modo a aumentar a pressão sobre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.
O Peru estabeleceu relações diplomáticas com a Coreia do Norte em 1988. Contudo, não tem embaixada naquele país.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na segunda-feira, por unanimidade, um novo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, proposto por Washington, interditando as exportações têxteis e reduzindo o abastecimento em petróleo e gás.
Esta oitava série de sanções, apoiada pela China e Rússia, aliados de Pyongyang, visa punir a Coreia do Norte pelo sexto ensaio nuclear efetuado em 3 de setembro.
A Coreia do Norte afirmou ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, ou bomba H miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).
O ensaio com uma bomba de hidrogénio foi o mais potente realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.
Em julho, a Coreia do Norte já tinha realizado dois disparos de ICBM.
Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas que com sanções, cada vez mais severas, pretendem forçar os dirigentes de Pyongyang a negociar os programas de armamento nuclear e convencional, considerados uma ameaça para a estabilidade mundial.
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