Coreia do Norte: Sul-coreanos em segurança
Os trabalhadores sul-coreanos no complexo industrial de Kaesong, na unificação do Norte, foram proibidos de entrar no país.
O ministro da Defesa da Coreia do Sul afirmou esta quarta feira, dispor de planos de contingência, que incluem uma eventual ação militar, para garantir a segurança dos sul-coreanos que trabalham no complexo industrial Kaesong, em solo norte-coreano.
"Nós preparámos um plano de contingência que inclui uma possível ação militar, caso haja uma situação grave", disse Kim Kwan-Jin, durante uma reunião dos membros do partido conservador.
A Coreia do Norte não autorizou a entrada dos sul-coreanos que trabalham no complexo industrial de Kaesong, único projeto de cooperação bilateral que continua em vigor, mas indicou que os sul-coreanos, que já se encontravam no interior do parque, não iriam ter problemas graves e poderiam sair.
Porém, de acordo com Seul, apenas nove dos 861 sul-coreanos que estavam no interior do complexo, deixaram o local. Muitos optaram por ficar, não porque tenham sido obrigados, mas para garantir o funcionamento adequado das empresas para as quais trabalham, referiu o ministro sul-coreano.
Cerca de 53.000 norte-coreanos trabalham para as mais de 120 fábricas sul-coreanas do complexo, que serve como uma fonte crucial de divisas para o Estado empobrecido da Coreia do Norte e reduz a dependência de Pyongyang em relação à China.
Kaesong foi escolhido para combinar a tecnologia e experiência da Coreia do Sul com a gestão barata da Coreia do Norte e é uma zona teoricamente desmilitarizada, mas fortemente armada e vigiada. Apesar das constantes crises entre os dois países, o complexo tem continuado sempre em funcionamento e tem um volume de negócios avaliado em 1,5 mil milhões de dólares.
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