Kim Jong-nam pediu ao meio-irmão para lhe poupar a vida

Coreia do Sul confirma assassínio de meio-irmão de Kim Jong-Un. Duas pessoas já foram detidas.

15 de fevereiro de 2017 às 02:51
Kim Jong-Nam Foto: Reuters
Kim Jong-Nam Foto: EPA
Kim Jong-Nam Foto: Reuters
Kim Jong-Nam Foto: Reuters

1/4

Partilhar

A Coreia do Sul confirmou esta quarta-feira que o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, foi assassinado na Malásia.

"O nosso governo tem a certeza de que o homem assassinado é Kim Jong-nam", afirmou Chung Joon-Hee, porta-voz do Ministério da Unificação de Seul".

Pub

Segundo noticiaram na terça-feira os 'media' sul-coreanos, Kim Jong-nam, que estaria a aguardar um voo para Macau, foi envenenado na segunda-feira por duas mulheres, não identificadas, no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, acabando por sucumbir a caminho do hospital.

A polícia da Malásia indicou estar a investigar o caso enquanto decorrem buscas pelas duas supostas atacantes, que fugiram do local. Uma delas já foi, no entretanto, detida no aeroporto de Kuala Lumpur, com um passaporte vietnamita. O motorista do táxi envolvido que transportou as duas mulheres após o ataque foi detido, mas terá sido, entretanto, libertado após iterrogatório.

Pub

Nesse âmbito, vão ser investigados os movimentos de Kim Jong-nam na Malásia, onde estaria desde o passado dia 6, e as pessoas com as quais se encontrou no país, e analisadas as imagens das câmaras de segurança do aeroporto, de acordo com a polícia, citada pela imprensa malaia.

Ainda segundo os meios de comunicação social da Malásia, as autoridades receberam um pedido para a entrega do corpo por parte da embaixada da Coreia do Norte, mas primeiro, antes de tratar desse assunto, vão realizar a autópsia, prevista para hoje.

Hoje o primeiro-ministro e atualmente Presidente em funções da Coreia do Sul, Hwang Kyo-Ahn, declarou que o assassínio de Kim Jong-nam por agentes ao serviço da Coreia do Norte, se confirmado, ilustra "a brutalidade do regime" de Pyongyang.

Pub

"A confirmar-se que o assassínio foi levado a cabo por parte do regime norte-coreano tratar-se-ia de um flagrante exemplo da sua natureza brutal e desumana", afirmou Hwang Kyo-Ahn, durante a referida reunião, convocada hoje de urgência pelo Executivo para analisar a situação, segundo a agência noticiosa Yonhap.

Hwang Kyo-Ahn sublinhou a "grande importância" de se esclarecer o caso, assinalando que Seul se encontra a "analisar de perto os movimentos da Coreia do Norte" para determinar o seu eventual impacto na segurança da Coreia do Sul.

Kim Jong-Nam, que teria cerca de 45 anos, era o filho primogénito do ditador norte-coreano Kim Jong-il, filho da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.

Pub

Até ao início do século XXI era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011.

Em 2001, no entanto, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso com o qual alegadamente queria visitar um parque Disney no Japão.

Emigrou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau.

Pub

Kim Jong-Nam tinha pedido ao meio-irmão para lhe poupar a vida

Kim Jong-Nam, meio-irmão de Kim Jong-Un, alegadamente assassinado na segunda-feira, implorou ao líder norte-coreano para poupar a sua vida e a da sua família após uma tentativa de assassínio em 2012, afirmaram hoje deputados sul-coreanos.

Kim Jong-Nam, filho mais velho do falecido líder da Coreia do Norte Kim Jong-Il, foi assassinado na segunda-feira no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, alegadamente por duas mulheres presumivelmente ao serviço da Coreia do Norte em circunstâncias ainda envoltas em mistério.

Pub

Segundo declararam hoje deputados sul-coreanos aos jornalistas, após uma reunião à porta fechada com o chefe do Serviço Nacional de Inteligência (NIS, na sigla em inglês), Lee Byung-Ho, agentes da Coreia do Norte tentaram assassinar Kim Jong-Nam em 2012, incidente que levou depois o meio-irmão de Kim Jong-Un a implorar ao líder norte-coreano que poupasse a sua vida e a da sua família.

"Segundo [Lee Byung-Ho], ele foi vítima de uma tentativa de assassínio em 2012 e Kim Jong-Nam enviou em abril desse ano uma carta a Kim Jong-Un dizendo: 'Por favor, poupa-me e à minha família'", relatou Kim Byung-Kee, membro de comissão parlamentar sobre os serviços de informação, aos jornalistas.

A família de Kim Jong-Nam -- a sua atual e anterior mulher e os seus três filhos -- vive atualmente em Pequim e em Macau, segundo Lee Cheol-Woo, um outro membro da mesma comissão parlamentar sul-coreana.

Pub

"Eles estão sob a proteção das autoridades chinesas", afirmou, confirmando que Kim Jong-Nam entrou na Malásia no dia 06, ou seja uma semana antes de ser morto.

Kim Jong-Nam, de 45 anos, que era conhecido como um partidário de reformas no seu país, manifestou-se crítico do modelo de sucessão dinástica e vivia de facto no exílio.

A Coreia do Sul só confirmou hoje oficialmente que o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, foi assassinado na Malásia, depois de a informação ter sido avançada na terça-feira pelos 'media' sul-coreanos.

Pub

Kim Jong-nam, que estaria a aguardar um voo para Macau, foi envenenado na segunda-feira por duas mulheres, não identificadas, no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, acabando por sucumbir a caminho do hospital.

Entretanto, a polícia malaia divulgou hoje uma imagem de uma das duas mulheres suspeitas de terem assassinado o meio-irmão do líder norte-coreano, retirada das gravações das câmaras de segurança do terminal 2 do aeroporto de Kuala Lumpur.

Nas imagens surge uma mulher com traços asiáticos, tez branca e cabelo de tamanho médio, vestida com uma camiseta branca e uma saia azul, antes de apanhar um táxi. 

Pub

A polícia indicou que foi iniciada uma operação de busca pelas duas suspeitas do ataque contra Kim Jong-Nam.

Entretanto, o corpo de Kim Jong-Nam foi transferido numa ambulância, escoltada por diversos veículos da polícia, até ao Hospital Geral de Kuala Lumpur, para a realização da autópsia, de modo a determinar-se a causa da morte e a confirmar a identidade, segundo o jornal The Star.

Pelo menos três carros com matrícula diplomática e pertencentes à representação da Coreia do norte no país encontram-se estacionados no recinto hospitalar.

Pub

O inspetor-geral da polícia malaia, Khalid Abu Bakar, indicou, no seu mais recente comunicado aos 'media', que, segundo os documentos, a vítima tinha passaporte com o nome Kim Chol.

Hoje o primeiro-ministro e atualmente Presidente em funções da Coreia do Sul, Hwang Kyo-Ahn, declarou que o assassínio de Kim Jong-Nam por agentes ao serviço da Coreia do Norte, se confirmado, ilustra "a brutalidade do regime" de Pyongyang.

"A confirmar-se que o assassínio foi levado a cabo por parte do regime norte-coreano tratar-se-ia de um flagrante exemplo da sua natureza brutal e desumana", afirmou Hwang Kyo-Ahn, durante a referida reunião, convocada hoje de urgência pelo Executivo para analisar a situação, segundo a agência noticiosa Yonhap.

Pub

Hwang Kyo-Ahn sublinhou a "grande importância" de se esclarecer o caso, assinalando que Seul se encontra a "analisar de perto os movimentos da Coreia do Norte" para determinar o seu eventual impacto na segurança da Coreia do Sul.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar