Costa saúda acordo comercial UE-Índia e lembra raízes indianas de Goa

Presidente do Conselho Europeu considera que "hoje é um momento histórico".

27 de janeiro de 2026 às 08:30
Presidente do Conselho Europeu, António Costa Foto: Omar Havana/AP
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O presidente do Conselho Europeu saudou, esta terça-feira, o momento histórico de conclusão das negociações para um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Índia, lembrando as suas raízes indianas e a cimeira do Porto de 2021.

"Hoje é um momento histórico: estamos a abrir um novo capítulo nas nossas relações no comércio, na segurança e nos laços entre os povos", disse António Costa, em declarações em Nova Deli no final da 16.ª cimeira UE-Índia.

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"Sou o presidente do Conselho Europeu, mas também sou um cidadão indiano e, por isso, como podem imaginar, [o dia de hoje] tem um significado especial para mim [pois] tenho muito orgulho nas minhas raízes em Goa, de onde é originária a família do meu pai", admitiu o antigo primeiro-ministro português, lembrando ainda quando a presidência portuguesa do Conselho da UE organizou a cimeira do Porto, em maio de 2021, que permitiu "relançar as negociações comerciais" concluídas esta terça-feira.

"A ligação entre a Europa e a Índia é algo pessoal para mim", assinalou António Costa, nas suas declarações junto ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A UE e a Índia concluíram esta terça-feira, após 18 anos, as negociações para "o maior de todos os acordos comerciais", visando um mercado sem barreiras para dois mil milhões de pessoas, anunciou Ursula von der Leyen.

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Durante a presidência portuguesa do Conselho da UE, no primeiro semestre de 2021, a Índia e a UE concordaram em negociar um acordo comercial, outro de proteção de investimentos e um de indicações geográficas.

As negociações comerciais da UE-Índia arrancaram em 2007, mas estiveram bloqueadas por receios ambientais e agrícolas e foram retomadas em 2022, tendo sido esta terça-feira finalizadas.

Está em causa cerca de 25% da população mundial.

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"A nossa cimeira envia uma mensagem clara ao mundo: num momento em que a ordem global está a ser profundamente redefinida, a União Europeia e a Índia permanecem unidas como parceiras estratégicas e fiáveis", vincou António Costa.

O acordo comercial reforça os laços económicos e políticos face às crescentes tensões geopolíticas e desafios económicos globais, nomeadamente depois das ameaças tarifárias dos Estados Unidos sobre países europeus, entretanto retiradas.

A UE é o maior parceiro comercial da Índia e o segundo maior destino das exportações indianas, pelo que pretende reforçar tal posição devido à concorrência da China e dos Estados Unidos.

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"Hoje, estamos a levar a nossa parceria para o próximo nível. Como as duas maiores democracias do mundo, trabalhamos lado a lado para proporcionar benefícios concretos aos nossos cidadãos e para moldar uma ordem global resiliente que sustente a paz e a estabilidade, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável", concluiu António Costa.

Também esta terça-feira, a UE e a Índia lançaram a sua primeira parceria de segurança e defesa para cooperar em questões estratégicas como segurança marítima, ciberameaças, espaço, contraterrorismo e indústria da defesa.

Foram ainda dados passos sobre cooperação em tecnologias emergentes, inovação e investigação, incluindo contactos exploratórios para uma futura associação da Índia ao programa comunitário Horizonte Europa.

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