Cruz Vermelha Portuguesa recolhe donativos para apoiar vítimas dos sismos na Venezuela
Própria sede nacional da Cruz Vermelha Venezuelana sofreu "danos estruturais críticos", evidenciando "a gravidade da emergência".
A Cruz Vermelha Portuguesa está a recolher donativos para as operações de apoio às vítimas dos sismos que abalaram a Venezuela na quarta-feira, anunciou esta quinta-feira a organização.
"As informações iniciais indicam danos significativos em edifícios residenciais e comerciais, colapsos estruturais em algumas áreas, danos em infraestruturas essenciais, falhas no fornecimento de energia e nas telecomunicações, bem como a admissão de múltiplos feridos nos hospitais locais", destacou a Cruz Vermelha, em comunicado.
A Cruz Vermelha Venezuelana está no terreno, com equipas mobilizadas para apoiar operações de resgate, salvamento e evacuação, realizar avaliações rápidas de necessidades e prestar assistência às populações afetadas, com prioridade para as zonas de La Guaira e Grande Caracas, onde a dimensão dos danos exige maior concentração de meios.
Em La Guaira, foi preparado um espaço de acolhimento para receber pessoas afetadas, segundo a mesma fonte.
"Foram também mobilizadas equipas de avaliação de necessidades para La Guaira e Grande Caracas, num esforço coordenado com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho", referiu a organização.
A própria sede nacional da Cruz Vermelha Venezuelana sofreu "danos estruturais críticos", evidenciando "a gravidade da emergência" e o impacto sobre as próprias estruturas de resposta, de acordo com o comunicado.
"Neste momento, a resposta humanitária está concentrada em salvar vidas, através de operações de resgate, prestação de cuidados médicos urgentes às pessoas feridas, garantia de abrigo seguro a quem não pode regressar a casa, distribuição de bens de primeira necessidade, como água potável, alimentos e artigos de higiene e proteção dos grupos mais vulneráveis - incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de maior fragilidade", avançou a Cruz Vermelha Portuguesa.
A organização indicou que poderão ser realizados donativos, através da ligação https://apoiar.cruzvermelha.pt/venezuelaprecisadesi.
Dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo balanço oficial provisório.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
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