Cruz Vermelha recebe Prémio Príncipe das Astúrias
O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho foi, nesta quarta-feira, galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional de 2012, anunciou a Fundação Príncipe das Astúrias.
A organização bateu 33 candidaturas de 27 países, acrescentou a fundação.
Entre os candidatos derrotados contavam-se a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, a organização não-governamental Transparência Internacional, a oceanógrafa Sylvia A. Eearle, o Instituto de Potsdam para a Investigação das Consequências das Alterações Climáticas e, de forma conjunta, o Instituto Universitário Europeu e o Colégio de Europa.
Na acta, o júri destacou que a Cruz Vermelha é "uma das maiores redes humanitárias do mundo", com a missão de "prevenir e aliviar o sofrimento humano, proteger a vida e a saúde e fazer respeitar a dignidade das pessoas, especialmente em tempos de conflito armado e em situações de crises e de necessidade".
O júri valorizou o papel da organização "em conflitos armados como os da Síria, Líbia e Somália e em desastres naturais como os que atingiram o Haiti, Indonésia e Japão".
"O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e os seus voluntários salvam vidas, protegem os meios de sustento, apoiam a recuperação após desastres e crises, possibilitam uma vida sã e segura e promovem a inclusão social e uma cultura de não-violência e de paz", de acordo com a ata.
Este é o sexto prémio atribuído este ano depois de Martha Nussbaum (Ciências Sociais), Rafael Moneo (Artes), Shigeru Miyamoto (Comunicação e Humanidades), Greg Winter e Richard Lerner (Investigação Científica e Técnica) e Philip Roth (Letras).
O vencedor recebe 50 mil euros e uma escultura de Joan Miró.
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