Cuba acusa EUA de privarem crianças de alimentação adequada
Ministro dos Negócios Estrangeiros cubano destacou ainda que o Conselho de Direitos Humanos da ONU "determinou que o bloqueio contra Cuba viola o direito à alimentação".
O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, acusou esta quinta-feira os Estados Unidos de privarem as crianças cubanas de alimentação adequada, após a aprovação de uma resolução na ONU.
"Por proposta de Cuba, juntamente com outros países, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou pela primeira vez uma resolução exigindo o fim das medidas contrárias ao Direito Internacional que afetam o acesso das crianças a uma alimentação nutritiva", afirmou Rodríguez nas redes sociais.
O chefe da diplomacia cubana acusou o Governo norte-americano de insistir "em privar as crianças cubanas" desse direito.
Rodríguez destacou ainda que o Conselho de Direitos Humanos da ONU "determinou que o bloqueio contra Cuba viola o direito à alimentação".
O Conselho aprovou na quarta-feira a resolução intitulada "Melhorar o acesso equitativo das crianças a uma alimentação adequada e nutritiva", apresentada por Cuba juntamente com outros países.
O texto apela aos Estados para que não apliquem medidas contrárias ao Direito Internacional que limitem o acesso das crianças a alimentos nutritivos.
A resolução defende também o reforço da cooperação internacional e da transferência de tecnologia para combater as desigualdades no acesso à alimentação.
Cuba tem denunciado repetidamente que as sanções norte-americanas mantêm retidos em vários portos das Caraíbas milhares de contentores com alimentos, medicamentos e recursos destinados aos setores energético e da água.
A ilha atravessa uma profunda crise económica e energética, atribuída pelas autoridades cubanas a fatores internos e externos e agravada, segundo Havana, pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos desde janeiro.
A escassez de combustível tem afetado a economia estatal e contribuído para aumentar o custo de produtos essenciais, sobretudo alimentos e medicamentos nos mercados informais.
Em junho, as Nações Unidas confirmaram que cerca de 20 mil toneladas de alimentos em Cuba não tinham podido ser distribuídas ou estavam a ser entregues com grandes dificuldades e atrasos devido à falta de combustível.
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