Demite-se 'super' ministro das cidades do Brasil
Bruno Araújo estava há meses dividido sobre continuar ou não a apoiar o presidente.
O ministro brasileiro das Cidades, Bruno Araújo, entregou na tarde desta segunda-feira ao presidente Michel Temer a sua carta de demissão. Araújo é do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, que há meses está dividido sobre continuar ou não a apoiar o presidente.
Araújo, que comandava o ministério de maior orçamento e o mais cobiçado por todos os partidos, alegou na sua carta de demissão que representa o PSDB e que no seu partido já não encontra o apoio que justifique continuar no governo. Nas duas denúncias por corrupção contra Temer rejeitadas em Agosto e Outubro no parlamento, metade dos deputados do PSDB votou a favor e a outra metade contra o presidente.
A saída de Bruno Araújo abre inesperadamente caminho para uma reforma ministerial que Michel Temer tem sido pressionado a fazer mas que esperava concretizar apenas em Dezembro ou no início de 2018. Partidos menores, que votaram unidos a favor de Temer nas duas denúncias, exigem que ele demita pelo menos metade dos quatro ministros do PSDB, já que apenas metade dos deputados votam com o governo.
O PSDB é presidido pelo senador Aécio Neves, campeão de inquéritos por corrupção no Supremo Tribunal Federal e que comanda a ala fiel a Temer, que, por seu turno, o tem defendido em várias esferas.
Outra ala do PSDB exige a saída imediata e total dos quatro ministros, o que Temer adia há meses pois o partido é o segundo maior da base aliada.
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