Deputado diz a ministro que quer ver a mãe dele nua de pernas abertas
Momento foi assistido por vários deputados e membros do governo.
Uma inimaginável ofensa de um deputado federal brasileiro ao ministro da Cultura, durante uma audiência sobre exposições que retratam nudez, surpreendeu tudo e todos e obrigou ao encerramento abrupto da reunião, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
O deputado Givaldo Carimbão, crítico das exposições que têm suscitado polémica ao retratarem pessoas nuas, atacou o ministro Sérgio Sá Leitão ao dizer que queria ver a mãe do membro do governo nua e de pernas abertas para ver se o ministro ia gostar.
"Eu tenho duas mães. Maria de Deus, que me gerou no seu ventre, e, na minha fé, Maria Santíssima. Queria que fosse com a mãe do ministro, a mijar na cabeça dela. Queria pegar a mãe do ministro e botar de perna aberta, para ver se ele gostava" disparou Givaldo Carimbão. O deputado provocou a ira do ministro da Cultura e um silêncio estarrecido na audiência, onde estavam parlamentares, representantes do governo, de instituições ligadas à cultura e jornalistas.
Sá Leitão, naturalmente indignado, levantou-se imediatamente da mesa de honra e, de dedo em riste, exigiu que o deputado respeitasse a mãe dele, já falecida, retirando-se da sala logo de seguida. O presidente da comissão, Alberto Fraga, constrangido, como todos em redor, pediu ao ministro que aceitasse as desculpas de todos e criticou Givaldo Carimbão pelo baixíssimo nível das suas palavras. O deputado encerrou a sessão.
A polémica, cada vez mais acesa, em redor das exposições onde podem ser vistos corpos nus ganhou uma dimensão ainda maior quando, em São Paulo, uma criança foi com a mãe ver as obras. A certa altura, o menino, inocentemente, tocou numa das mãos de um actor que, completamente nu e imóvel, fazia uma perfomance a retratar um dos quadros expostos. A situação acendeu uma discussão viva sobre o contacto de menores com a nudez.
Movimentos ligados a seitas evangélicas e alguns mais radicais, até católicos, têm criticado fortemente as exposições, considerando-as uma indignidade e uma afronta à moral e à família. Os defensores das exposições lembram que desde o início dos tempos se retratam pessoas nuas e que é possível, e bem pior, ver homens e mulheres nus na televisão, que entram livremente na casa das pessoas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt