Desmantelada rede especializada no furto de joias que atuava em França, Espanha e Portugal
Operação conjunta permitiu a detenção de nove pessoas no sul de França e cinco na Bélgica.
As autoridades judiciais belgas e francesas anunciaram esta quinta-feira a detenção de 14 pessoas associadas a uma rede de furto e recetação de joias e artigos de luxo que atuava sobretudo em França, Espanha e Portugal.
Os Ministérios Públicos de Liège (Bélgica) e de Avinhão (França) indicaram que a operação conjunta permitiu a detenção de nove pessoas no sul de França e cinco na Bélgica.
O Ministério Público de Avinhão referiu tratar-se da ação de "um grupo de criminosos sérvio-croatas", suspeito de ter orquestrado, a partir da Provença, um elevado número de assaltos em territórios francês, espanhol e português.
O grupo contava com a cumplicidade de ourivesarias em Liège, na Bélgica, para escoar o produto dos furtos, nomeadamente ouro, joias e relógios de luxo.
"Várias dezenas de viagens terão sido organizadas para Liège para escoar o saque junto de recetadores, exploradores de duas ourivesarias de compra e venda de ouro e prata», precisou, por seu lado, o Ministério Público daquela cidade da Valónia.
No piso superior de uma das ourivesarias, a polícia belga descobriu uma fundição.
A mesma fonte disse que a rede terá obtido ilegalmente vários milhões de euros.
As 14 detenções ocorreram segunda-feira, no final de cerca de duas dezenas de buscas, realizadas em zonas de Avinhão e Marselha (França), e na região de Liège.
A investigação começou em França em 2024, centrada inicialmente num recetador de ouro localizado na região de Avinhão, tendo a intervenção de um juiz de instrução em 2025 permitido avançar para a cooperação com as autoridades judiciais belgas.
Durante as buscas foram apreendidas quantias significativas em dinheiro, ouro, relógios e malas de luxo, bem como pelo menos uma arma de fogo.
Somando os bens imobiliários e os veículos de gama alta na posse da rede, o valor total das apreensões ultrapassa o milhão de euros, referiu o Ministério Público de Liège, que acrescentou que três dos cinco suspeitos detidos na Bélgica ficaram em prisão preventiva.
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