Detidos na Etiópia suspeitos de rede de tráfico humano responsável por 3 mil vítimas
Grupo aliciava pessoas que queriam migrar para a Europa, "que eram levados para a Líbia, onde os mantinham como reféns em armazéns".
A polícia etíope anunciou esta quarta-feira a detenção de um "perigoso traficante internacional de seres humanos" e de nove cúmplices, acusados de manter mais de 3.000 pessoas em cativeiro na Líbia, algumas torturadas, violadas ou mortas.
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, a Polícia Federal Etíope indicou que investigava o grupo desde 2018. O grupo aliciava pessoas que queriam migrar para a Europa, entre elas "numerosos jovens da Etiópia, Sudão, Eritreia, Djibuti, Quénia e Somália, que eram levados para a Líbia, onde os mantinham como reféns em armazéns".
Exigiam então "grandes somas de dinheiro" às famílias das vítimas. Aqueles cujos familiares não pagavam "comiam apenas uma refeição escassa por dia, eram espancados e chicoteados com borracha ou cabos elétricos e tinham as mãos e os pés acorrentados", acrescentou a polícia.
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