Dez países da UE já ativaram Mecanismo de Proteção Civil para repatriamento de cidadãos a partir do Médio Oriente
Cabe ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordenar logisticamente os voos disponibilizados pelos Estados-membros.
Dez Estados-membros da União Europeia (UE), à exceção de Portugal, já ativaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos a partir do Médio Oriente, tendo já sido realizados seis voos, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia.
Dados publicados pelo executivo comunitário dão conta de que, até esta quinta-feira de manhã, 10 Estados-membros ativaram este mecanismo, que coordena a resposta comunitária a emergências, sendo eles Bélgica, Bulgária, França, Itália, República Checa, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria.
Acresce que, até ao momento, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os países europeus na organização de seis voos de repatriamento, trazendo cidadãos europeus de volta em segurança para Bulgária, Itália, Áustria e Eslováquia.
Para os próximos dias, estão planeados voos adicionais de repatriamento ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, aponta a instituição, sem precisar, dando apenas conta de que "um número crescente de Estados-membros da UE tem ativado" tal instrumento.
"Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa", adianta Bruxelas.
Cabe ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordenar logisticamente os voos disponibilizados pelos Estados-membros.
Tais operações de retirada podem ter financiamento europeu, que varia entre 50% (quando mais de 70% dos passageiros são cidadãos do país que organizou o voo e o restante de outros Estados-membros da UE), 75% (se a bordo seguem mais de 30% além da nacionalidade organizadora) e 100% (no caso de pedidos feitos diretamente a Bruxelas para organizar, por exemplo, quando é um país pequeno).
Qualquer país na Europa ou fora dela pode solicitar assistência de emergência através da ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE, cabendo à Comissão Europeia o papel de coordenação da resposta a catástrofes e na contribuição para os custos de transporte e operacionais dos voos de repatriamento.
Ainda assim, os países têm de formalizar pedidos de assistência.
Uma fonte europeia explicou à Lusa que "ainda não há nada específico sobre Portugal, nem pedido [para ter passageiros noutro voo] ou disponibilidade" para levar outros cidadãos da UE.
Mas, ressalvou, "não é porque Portugal não ativou [o mecanismo] que não podem estar passageiros portugueses a bordo", dado o princípio de solidariedade europeia.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
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