DEZENAS DE ATAQUES CONTRA A POLÍCIA
Cinco polícias morreram, 12 ficaram feridos e dezenas de esquadras ficaram danificadas numa das mais violentas semanas dos últimos tempos na região de São Paulo. Os ataques, à média de quatro por dia, têm sido atribuídos ao ‘Primeiro Comando da Capital’ (PCC), organização criminosa que controla a população prisional das cadeias paulistas.
O reforço da segurança nas ruas de São Paulo, com mais de dois mil homens as ruas, e a prisão de 23 suspeitos fez diminuir nas últimas horas o número diário de ataques, mas não conseguiu pará-los.
Perante a resposta das forças policiais, os criminosos passaram a escolher alvos na periferia da capital paulista (a mais visada) em cidades no Litoral e Interior. Além de atacarem postos, esquadras e quartéis, os bandidos começaram a atacar igualmente polícias, até nas suas casas. Dos cinco mortos, só dois estavam de serviço, os outros foram assassinados na rua em dias de folga.
Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que requisitou até polícias de férias e de sectores administrativos para reforçar a vigilância nas ruas, a onda de ataques é uma forma desesperada de pressão do PCC para tentar suavizar as condições de reclusão dos seus principais líderes, presos em regime de isolamento na penitenciária de alta segurança de Presidente Bernardes, a 580 km da capital, considerada a mais rígida e segura do Brasil.
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