Dinheiro branqueado na Suíça
A rede de corrupção com ligações ao Partido Popular espanhol branqueava na Suíça o dinheiro obtido ilegalmente, fazendo desta forma ‘desaparecer’ milhões de euros da vista do Fisco espanhol.
Segundo o sumário do ‘caso Gürtel’, o papel de fazer desaparecer o ‘dinheiro sujo’ cabia ao empresário Eduardo Eraso Campuzano, que cobrava uma comissão de 1,5% sobre o montante a branquear. Campuzano contactava empresários suíços interessados em investir em Espanha e entregava-lhes o dinheiro em numerário. Ao regressarem à Suíça, os empresários depositavam o dinheiro nas suas contas e transferiam a mesma quantia para uma conta ‘limpa’ do líder da trama, o empresário Francisco Correa, num banco suíço.
A Justiça espanhola calcula que, só no ano de 2004, Campuzano tenha feito ‘desaparecer’ 18 milhões de dólares, recebendo em troca uma comissão de 270 mil euros.
A rede gerida por Correa, recorde-se, subornava autarcas e dirigentes regionais do PP para obter lucrativos contratos públicos.
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