Diretor de prisão abatido com 60 tiros em São Paulo

Demitre Teixeira foi morto enquanto parava o carro para entrar na garagem de casa.

23 de agosto de 2014 às 18:34
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O diretor de uma prisão em Praia Grande, no litoral do estado brasileiro de São Paulo, foi executado na quinta-feira à noite com dezenas de tiros enquanto chegava a casa. Charles Demitre Teixeira foi alvejado com mais de 60 tiros, segundo informações avançadas por peritos que estiveram no local do crime.

Demitre, que era diretor de disciplina do Centro de Detenção Provisória de Praia Grande, foi abatido enquanto parava o carro para entrar na garagem de casa, onde vivia com a mulher e os quatro filhos, após mais um dia de trabalho na cadeia. Os homens desceram de um carro e dispararam-lhe balas à queima-roupa com projéteis capazes de atravessar até a blindagem de carros.

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Informações preliminares dão conta de que o carro usado pelos assassinos esteve parado durante algum tempo na rodovia Padre Manuel da Nóbrega, na região de Praia Grande, caminho que Demitre teria que fazer para ir da prisão até à sua residência. Depois o veículo seguiu o director quando este passou. O carro foi encontrado horas depois numa rua de São Vicente, outra cidade no litoral de São Paulo, com uma matrícula falsa e totalmente queimado, para dificultar a recolha de vestígios.

Charles Demitre Teixeira andava com escolta armada há algumas semanas, depois de ter começado a receber ameaças de morte de origem desconhecida, segundo fontes da polícia e da família. Na quinta-feira, porém, ao contrário do que era habitual e sem que tenha sido avançada até sexta-feira qualquer explicação, Demitre não foi escoltado, tendo conduzido o próprio carro desde a saída da cadeia onde era responsável pela disciplina dos presos.

Este foi o terceiro ataque a funcionários do Centro de Detenção Provisória de Praia Grande no espaço de uma semana. Na quinta-feira da semana passada um guarda prisional daquela prisão foi alvejado e ficou gravemente ferido, mas sobreviveu. Horas depois um outro guarda foi encontrado morto perto da cadeia e a polícia diz que o agente da autoridade participou no ataque ao colega.

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