Dois vereadores mortos a tiro em três dias no estado do Rio de Janeiro
Dois crimes foram levados a cabo na via pública e em plena luz do dia em duas cidades da chamada Baixada Fluminense, grupo de cidades vizinhas à do Rio de Janeiro.
Num agravamento da violência contra políticos a menos de seis meses das eleições legislativas e presidenciais brasileiras de outubro, dois vereadores de cidades do estado do Rio de Janeiro foram mortos a tiro num espaço de somente três dias. Os dois crimes foram levados a cabo na via pública e em plena luz do dia em duas cidades da chamada Baixada Fluminense, grupo de cidades vizinhas à do Rio de Janeiro.
No mais recente, ocorrido no passado sábado, o vereador suplente Filipe Cardoso, conhecido como Filipinho Cardoso, foi assassinado com tiros na cabeça dentro de um depósito de bebidas na Avenida Demétrio Ribeiro, na cidade de Duque de Caxias. Homens que passaram de carro dispararam de dentro do automóvel contra Filipinho, que estava perto da porta.
Ele ainda foi levado com vida para o maior hospital da cidade num carro particular, mas não resistiu aos ferimentos. Filipe Cardoso era uma das figuras políticas mais conhecidas de Duque de Caxias, sendo vereador efetivo ou suplente há vários mandatos.
Três dias antes, na quarta-feira, outro vereador, Germano Silva Oliveira, da vizinha cidade de Nova Iguaçu, conhecido como Maninho de Cabuçu, também foi morto por desconhecidos quando estava num posto de combustíveis no bairro Cabuçu. Homens numa mota chegaram de repente perto dele, efetuaram vários disparos e fugiram em alta velocidade.
A polícia investiga os dois homicídios separadamente e ainda não divulgou se eles têm alguma ligação. Todas as hipóteses estão a ser aventadas, mas uma das que tem mais peso é a de que as execuções tenham sido crimes políticos por encomenda.
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