Donald Trump diz que futuro pertence a patriotas
Presidente dos EUA defendeu o nacionalismo contra a visão globalista do Mundo.
O presidente dos EUA defendeu esta terça-feira, em Nova Iorque, que o futuro pertence aos nacionalistas e não aos globalistas. Diante da Assembleia-Geral da ONU, organização criada justamente para superar as divisões nacionalistas que originaram as mais devastadoras guerras do século XX, Donald Trump afirmou que o patriotismo é a chave da paz.
"Se querem liberdade, orgulhem-se do vosso país. Se querem democracia, defendam a vossa soberania. Se querem paz, amem as vossas nações. O futuro não é dos globalistas, é dos patriotas", afirmou Trump.
Num discurso de conteúdo em boa parte dirigido aos norte-americanos, num ano de pré-campanha para as presidenciais de 2020, Trump disse ainda: "Os líderes sábios colocam o bem do seu povo e do seu país em primeiro lugar". E, reforçou a mensagem concluindo: "Criámos um programa de renovação nacional e tudo que fazemos é para reforçar os sonhos e as aspirações dos cidadãos".
Trump dirigiu depois atenções para questões internacionais. Dez dias depois do ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita, imputado ao Irão, Trump criticou o "comportamento ameaçador" da República Islâmica e garantiu que manterá sanções ao país até que desista do programa nuclear. "Nenhum governo responsável deve subsidiar a sede de sangue do Irão", afirmou.
A China, com a qual iniciou há meses uma guerra comercial, foi também visada. Ao condenar a globalização, Trump alegou que as regras de mercado aberto "têm sido exploradas por países de má fé", alusão clara à China.
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Numa quase lição de História a Trump, o presidente português lembrou que a II Guerra Mundial começou há 80 anos, 20 anos depois de fracassar a indicativa multilateralista da Liga das Nações, imaginada pelo então presidente dos EUA, Woodrow Wilson.
E concluiu: "Vale a pena lutar por organizações internacionais que ajudem a resolver problemas de todos".
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PORMENORES
Lourenço defende reforma
O presidente angolano defendeu esta terça-feira uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, para garantir representação permanente de países de África e da América do Sul no organismo da ONU com poder decisório.
Rússia promete resposta
O Kremlin assegurou esta terça-feira que responderá de forma dura depois de os EUA recusarem vistos a vários membros da delegação russa enviados à Assembleia-Geral da ONU.
Sanções à Venezuela
Vários países latino-americanos, liderados pela Colômbia, acordaram aplicar sanções a vários membros do governo venezuelano, a fim de forçar a saída do poder do presidente Nicolás Maduro.
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