Drones obrigam a fechar o maior aeroporto do Brasil e a desviar dezenas de voos em pleno Carnaval
Aeroporto Internacional de São Paulo foi obrigado a fechar operações de aterragem e descolagem durante quase três horas.
O maior e mais movimentado aeroporto do Brasil, o Aeroporto Internacional de São Paulo, foi obrigado a fechar as operações de aterragem e descolagem durante quase três horas este domingo, em pleno Carnaval, devido à presença de drones desconhecidos. Milhares de pessoas foram afetadas, não somente em São Paulo mas também em aeroportos de diversas outras cidades no Brasil devido aos cancelamentos, atrasos e falhas nas conexões.
Ao todo, pelo menos sete drones, cuja origem até esta segunda-feira não tinha sido identificada, sobrevoaram a área de aproximação às pistas do gigantesco aeroporto, e pelo menos um outro foi relatado num ponto mais distante por um piloto, que afirmou que o aparelho passou perigosamente perto da asa esquerda do avião que comandava. O aeroporto teve de encerrar as operações aéreas às 16h10 locais, 19h10 em Lisboa, e só foi reaberto às 18h50, com a aterragem de um avião com origem em Barcelona, Espanha.
Ao longo dessas quase três horas, pelo menos 37 voos tiveram de ser desviados para outros aeroportos, nomeadamente para o Rio de Janeiro, Campinas e Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo, e Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.
O caos instalou-se rapidamente no aeroporto, formando-se imensas filas de pessoas que iam embarcar, muitas delas para assistirem ou participarem no Carnaval de outras regiões. Pessoas que aguardavam a chegada de familiares e amigos que tinham saído de países por todo o mundo aumentaram o tamanho da multidão, ansiosas e sem saberem o que viria a seguir, pois mesmo após a reabertura do aeroporto ainda demorou para o tráfego aéreo no país ser normalizado.
A Polícia Militar enviou um grande número de viaturas e agentes para a cidade de Guarulhos, onde se localiza o aeroporto de São Paulo, principalmente para o bairro de Cumbica, onde ficam as pistas, cercadas por gigantescas favelas, para tentar identificar e neutralizar o ponto de onde as aeronaves não tripuladas eram comandadas, mas em vão. Sem resultados práticos na operação, as autoridades enviaram helicópteros da própria polícia, que tomaram conta do espaço aéreo da região, e só aí, provavelmente com receio de serem abatidos, é que os aparelhos ilegais desapareceram, mais uma vez sem se saber para onde foram e o que pretendiam.
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