Ecologistas bloqueiam autoestrada para exigir fim dos gastos em combustíveis fósseis nos Países Baixos

Manifestação, organizada pelo grupo Extinction Rebellion (XR), coincidiu com uma greve da polícia por causa das pensões.

14 de setembro de 2024 às 23:15
Manifestação bloqueou autoestrada nos Países Baixos Foto: EPA/SEM VAN DER VAL
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Centenas de ativistas defensores do clima bloquearam, este sábado, uma autoestrada, para exigir o fim dos milhares de milhões de euros de subsídios que os Países Baixos dão aos combustíveis fósseis.

A manifestação, organizada pelo grupo Extinction Rebellion (XR), coincidiu com uma greve da polícia por causa das pensões.

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Alguns polícias em bicicletas vigiavam a manifestação para atuar em caso de emergência, mas não chegaram a intervir para a dispersar.

Numa tarde soalheira de início de outono, as manifestações atraíram uma multidão pacífica, alguns dos ativistas montaram tendas no passeio e jogaram às cartas sentados na estrada.

Os participantes ergueram cartazes com mensagens: "Fechem as torneiras do dinheiro aos combustíveis fósseis", "As pessoas e o clima antes dos lucros" e "Se podemos destruir o mundo, também o podemos salvar".

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Os ativistas transmitiram discursos, 'slogans' e música, incluindo "The Final Countdown" da banda de rock sueca Europe.

Os manifestantes pintaram os logótipos XR e a mensagem "acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis" na autoestrada, enquanto um grupo de idosos, vestidos com 't-shirts' onde se lia "avós pelo clima", distribuía panfletos.

"É essencial que continuemos a levantar a nossa voz, porque esta é uma causa muito importante", disse à agência France-Presse Isabelle, uma sindicalista de 25 anos que não quis revelar o seu apelido.

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A jovem acrescentou que se vive "uma atmosfera incrivelmente boa". "As pessoas estão a divertir-se. Estamos a cantar e a dançar. Estamos a divertir-nos imenso a lutar pela nossa causa", constatou.

Muitos ativistas organizaram uma marcha de uma semana a partir de Arnhem, no leste dos Países Baixos, que culminou com a manifestação na autoestrada 12 que serve Haia.

O grupo XR disse que alguns planeavam aproveitar a ausência da polícia para passar a noite nos túneis das autoestradas.

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"Continuaremos a regressar até que os subsídios sejam removidos", disse o porta-voz do XR, Rozemarijn van't Einde, acrescentando que os subsídios ascenderam entre 39,7 mil milhões e 46,4 mil milhões de euros por ano.

O grupo XR tem regularmente como alvo a autoestrada A12, onde a polícia prende frequentemente centenas de manifestantes.

"Este bloqueio será o mais perturbador em comparação com o primeiro de 06 de julho de 2022, porque a gravidade climática e ecológica justificam tais incómodos", acrescentou o grupo.

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O ministro da Justiça, David van Weel, disse que a polícia "age sempre em caso de emergência, mesmo durante as paralisações de trabalho".

Acrescentou que era "um pouco irónico" que os manifestantes instassem as autoridades a garantir a sua segurança, ao mesmo tempo que denunciavam aquilo a que apelidaram de policiamento autoritário.

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