"Edmundo deve assumir Presidência": Corina Machado diz que oposição está pronta para tomar o poder
Nobel da Paz prometeu que “presos políticos serão libertados”. Maduro acusado de cometer "crimes atrozes contra venezuelanos".
O principal rosto da oposição venezuelana e Prémio Nobel da Paz, que vive atualmente fora do país, diz “estar pronta para liderar a mobilização da oposição e apoiar Edmundo González” para suceder de imediato a Nicolás Maduro na Presidência.
“Chegou a hora da liberdade. Hoje, estamos preparados para fazer valer o nosso mandato e tomar o poder. Mantenhamo-nos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a transição democrática. Uma transição que precisa de todos nós”, escreveu, na sua página da rede social X. “Esta é a hora dos cidadãos. Dos que arriscaram tudo pela democracia a 28 de julho [de 2024]. Dos que elegeram Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional”, acrescentou a Nobel da Paz.
Corina Machado prometeu, ainda, que a oposição “libertará os presos políticos” e acusou Maduro de cometer “crimes atrozes contra os venezuelanos”. María Corina Machado, de 58 anos, encontra-se fora da Venezuela, após ter saído do país para receber o Prémio Nobel da Paz, a 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega. Deixou o país após um longo período em clandestinidade, devido a ameaças do Governo de Nicolás Maduro.
Proibida de concorrer às eleições presidenciais de julho de 2024, coube a Edmundo González, de 76 anos, assumir o papel de opositor de Maduro. Reivindicou a vitória, garantindo ter alcançado 70% dos votos, mas Maduro não aceitou a derrota. Edmundo González, político e diplomata, vive atualmente exilado em Madrid, Espanha.
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