Eleições no Haiti com "incidentes menores"
O Haiti vai este domingo a votos para eleger o Governo e o Presidente da República. O chefe da missão da ONU no Haiti afirma que as eleições "estão a correr bem", apesar dos "incidentes menores".
Onze meses depois do terramoto, o país ainda assolado pela epidemia de cólera tem este domingo a missão de eleger novos líderes, apesar de terem sido aconselhados a adiarem as eleições.
"Houve tiros toda a noite. Os incidentes começaram numa assembleia de voto", onde um mandatário do partido no poder foi feito refém, adiantou o responsável das Nações Unidas.
O chefe da missão garante não haver "razão para ter medo". "É uma festa eleitoral", referiu.
A candidata da oposição à presidência do Haiti, Mirlande Manigat, denunciou uma "fraude em massa". Segundo a mesma, vários locais tinham as urnas de voto "já cheias" antes do início das votações.
Mirlande Manigat disse ainda que o pessoal das mesas de voto "dormiu" no seu interior, o que não está previsto na lei eleitoral e que membros do seu partido foram impedidos de entrar nos locais.
Cerca de cinco milhões de eleitores deverão escolher os seus parlamentares e designar o sucessor para o presidente René Préval.
Os primeiros resultados só serão revelados a 7 de Dezembro.
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