Uruguaios votam para presidenciais e legislativas
A segurança pública constitui a principal preocupação do país.
As urnas para as eleições presidenciais e legislativas no Uruguai abriram este domingo às 08h00 (10h00, hora de Lisboa), num sufrágio obrigatório e com mais de 2,6 milhões de uruguaios registados nos cadernos eleitorais.
Além disso, os uruguaios vão também votar de forma simultânea num referendo sobre uma reforma da Constituição que pretende baixar a idade da imputabilidade penal dos 18 para os 16 anos.
Todas as projeções indicam que o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), da coligação de esquerda Frente Ampla (FA) será o mais votado com cerca de 43% dos votos, mas ainda longe dos 50% necessários para garantir a vitória na primeira volta das presidenciais.
Na segunda posição entre sete candidatos, e com pouco mais de 30%, surge o deputado Luis Lacalle Pou, do conservador Partido Nacional ou 'Branco' e principal força da oposição. Mais distanciado (15%) está o senador Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, que durante décadas hegemonizou a vida política do país mas está agora remetido a segunda força da oposição.
Vázquez e Lacalle deverão disputar a segunda volta, já marcada para 30 de novembro, e quando o ex-guerrilheiro tupamaro José "Pepe" Mujica, 79 anos, abandona o cargo com altos níveis de popularidade.
O futuro presidente uruguaio deverá ser empossado em 1 de março de 2015, enquanto 'Pepe' Mujica - apesar dos seus problemas de saúde também motivados pelos 15 anos que passou nas prisões da ditadura, em particular entre 1972 e 1985 -- aceitou encabeçar as listas para o Senado do seu partido.
De acordo com a agência Efe, a segurança pública constitui a principal preocupação dos uruguaios e foi o tema que motivou as discussões mais intensas durante a campanha eleitoral.
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