Engenheiro vence coronavírus e doa plasma para salvar a vida de outros infetados

Anticorpos presentes no sangue de doentes recuperados ajuda outros casos.

06 de abril de 2020 às 15:18
Jason Garcia Foto: Facebook
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Um homem do estado norte-americano da Califórnia que recuperou do coronavírus está a doar plasma para ajudar outros a recuperar do vírus. 

Após a recuperação, Jason Garcia recebeu um anúncio das autoridades de saúde locais - enviado por um amigo - que pediam ajuda a pacientes recuperados a salvar a vida de outros infetados. Esse tratamento experimental expresso pelas autoridades de saúde passava por doar sangue para que o plasma aí presente fosse usado como método de tratamento.

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"Isto pode ser transformado numa oportunidade de salvar vidas", afirmou Garcia. A doação de plasma permitirá que um paciente com coronavírus, que está em estado crítico, receba anticorpos de Garcia

Jason doou plasma para transferência experimental em três pacientes no dia 1 de abril. Este domingo, os médicos disseram que todo o plasma foi doado e o paciente que estava em pior estado clínico melhorou.

Dos primeiros sintomas à recuperação

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Jason Garcia começou a ter os primeiros sintomas no dia 6 de março. Inicialmente o engenheiro aeroespacial de 36 anos tinha alguma tosse e congestação nasal que desvalorizou. Mais tarde, durante uma viagem de trabalho, o homem começou a sofrer com dores de cabeça e a tosse começou a piorar. No dia seguinte começou ter febre, dores corporais e dificuldade respiratória.

Foi então que contactou o seu médico e, com base nos sintomas, foi encaminhado para o hospital para ser testado ao coronavírus. Regressou a casa onde se manteve em isolamento e a 14 de março recebeu a notícia de que o teste tinha dado positivo.

Os 10 dias seguintes foram o passados em casa, confinado ao seu escritório e quarto de visitas para se manter afastado da mulher e da filha de 11 meses. 

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Dia 18 de março passou a estar assintomático e dia 23 as autoridades de saúde afirmaram já ser seguro voltar à sua vida normal.

Apesar do protocolo recomendar que os pacientes recuperados permanecerem 72 horas isolados após estarem assintomáticos, Garcia preferiu não correr riscos e manteve-se cinco dias isolado. 

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