ESCÂNDALO AMEAÇA LULA
O secretário de Finanças e Planeamento do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, ex-tesoureiro da campanha de Lula às presidenciais, usou salas no palácio presidencial para fazer pressão por nomeações, negociar verbas pretendidas por políticos e para manter reuniões com empreiteiros e empresários interessados em negócios com o governo.
A denúncia, feita na Imprensa brasileira, reforça as acusações de que pessoas muito próximas a Lula e aos seus ministros usam essa proximidade e a estrutura do poder para fazer negócios que fogem da sua esfera e são de pouca transparência.
As denúncias foram confirmadas pela própria agenda do ministro dos Transportes, Anderson Adauto, na qual foram registadas várias reuniões com Delúbio, políticos e empreiteiros no Palácio do Planalto. Mas o ministro disse que tudo não passou de um erro de transcrição, e que, na verdade, ele, o ex-tesoureiro de Lula e os empreiteiros apenas esperaram na mesma sala para serem recebidos por pessoas diferentes e que quem passou os dados para a agenda imaginou que estivessem reunidos.
O governo ainda não se pronunciou sobre o assunto, empenhado que está em tentar evitar a qualquer custo uma investigação parlamentar sobre outro ex-assessor, o ex-sub-chefe da Casa Civil, Waldomiro Diniz, mostrado numa fita de vídeo a pedir ‘luvas’ a um empresário do jogo ilegal e suspeito de usar o seu cargo no palácio e a sua influência junto ao poderoso ministro José Dirceu, para ajudar donos de bingos.
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