ESCOLA AJUDOU ALUNA A FAZER ABORTO

Melissa Smith tinha 14 anos quando ficou grávida. O Departamento de Saúde da escola que frequenta deu-lhe, então, uma pílula para abortar sem sequer consultar os pais. Agora, com 15 anos, está grávida de novo, mas desta vez contou à mãe e quer levar até ao fim a sua gravidez. Um caso que está a reavivar o debate sobre a gravidez precoce e a questionar a política adoptada para a combater.

19 de novembro de 2004 às 00:00
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Maureen, mãe de Melissa, conta que ficou estarrecida quando a filha lhe anunciou que estava novamente grávida. O pai do bebé era o mesmo do primeiro: Dwaine Smith, namorado e colega de escola, também com 15 anos.

Depois do choque inicial, Maureen ficou grata por, desta vez, a filha a ter informado e deu-lhe todo o apoio. Da primeira gravidez da filha, há um ano, soubera através de uma amiga, já quando esta tinha tomado a 'pílula do aborto' dada pela assistente social da sua escola.

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Agora Maureen vai processar o Estado para que seja alterada a lei que permite que a escola se encarregue do aborto sem informar os pais.

Um outro facto indignou as famílias dos dois adolescentes: a intervenção da Polícia. Na primeira gravidez agentes abordaram Melissa e Dwaine, na presença dos pais, para lhes dizer que tinham infringido a lei que proíbe relações sexuais a menores de 16 anos. Sarah, mãe de Dwain, comentou: "Não concordo com leis que obrigam os pais a estarem presentes quando os filhos são interrogados, mas que não obrigam a escola a informar sobre um aborto.

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