Eslováquia rescinde acordo de fornecimento elétrico de emergência a Kiev
O diretor executivo do SEPS, Martin Magath, afirmou que a decisão "não terá quaisquer consequências para a Eslováquia".
As autoridades eslovacas decidiram esta quarta-feira rescindir o acordo com a Ucrânia para o fornecimento de emergência de eletricidade, criado em resposta aos ataques militares russos contra as infraestruturas energéticas ucranianas.
Em comunicado, o Governo de Bratislava indicou ter aprovado a suspensão definitiva do acordo e instruído o Ministério das Finanças a "tomar as medidas adequadas" relativamente ao Sistema de Transmissão de Eletricidade Eslovaco (SEPS), que mantinha um contrato com a empresa estatal ucraniana Ukrenergo.
O diretor executivo do SEPS, Martin Magath, afirmou que a decisão "não terá quaisquer consequências para a Eslováquia" e acrescentou que a Ucrânia voltou a solicitar assistência de emergência, mas não recebeu energia desde janeiro.
Segundo Magath, citado pelo jornal Pravda, a eletricidade em causa não se destina a aquecimento ou iluminação, tratando-se de uma medida excecional utilizada apenas "quando tecnicamente necessário para estabilizar o sistema elétrico".
No final de fevereiro, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, já tinha anunciado o corte do fornecimento de eletricidade de emergência à Ucrânia e advertido que poderiam ser adotadas outras medidas, incluindo a eventual retirada do apoio à adesão ucraniana à União Europeia.
Fico referiu ainda que o fornecimento de petróleo russo à Eslováquia estava a ser restabelecido, num contexto de tensão crescente após a interrupção do fluxo através do oleoduto Druzhba, alvo de um ataque durante a invasão russa da Ucrânia.
A Eslováquia e a Hungria afirmaram que o oleoduto Druzhba está tecnicamente preparado para retomar o transporte de petróleo russo, embora, até ao momento, os envios para ambos os países ainda não tenham sido retomados.
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