Espanha: Drogada pelo pai e morta pela mãe
Crime planeado durante 3 meses. Juiz de instrução descarta participação de terceiros.
O juiz que investiga a morte de Asunta Porto, a adolescente de 12 anos encontrada morta em setembro na Galiza, Espanha, considera que ambos os pais adotivos tiveram participação ativa no crime: o pai drogou a criança e a mãe asfixiou-a e abandonou o corpo.
No sumário de instrução, o juiz José Taín diz que a morte de Asunta resultou de um "plano acordado" entre a mãe, Rosario Porto, e o pai, Alfonso Basterra, e terá sido preparada com três meses de antecedência. Os pais, que estão separados, foram detidos no final de setembro por suspeita de assassinato.
No dia da sua morte, 21 de setembro, a menor foi sedada com medicamentos pelo pai "para privá-la de qualquer vontade e capacidade de defesa" e depois levada pela mãe para a casa desta, onde foi asfixiada. O corpo foi abandonado num caminho florestal. O juiz, que descartou qualquer envolvimento de terceiros, ressalva ainda as contradições do casal durante os interrogatórios como prova da sua culpabilidade.
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