Espanha transmite solidariedade a Presidente da República da Guiné-Bissau e diz que é "contra golpe de Estado"
António Zavala, embaixador de Espanha, falou do ataque que causou pelo menos oito mortos.
O embaixador de Espanha na Guiné-Bissau, António Zavala, transmitiu hoje solidariedade ao Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, a quem disse que "é contra golpes de Estado".
"A Espanha é um país que não gosta de violência, não gosta de golpes de Estado e nem de mudanças traumáticas de regimes políticos", afirmou António Zavala, aos jornalistas no Palácio da Presidência guineense, onde esteve numa audiência com Sissoco Embaló.
O diplomata destacou que o seu país "sofreu muito no passado" por causa de fenómenos semelhantes aos sucedidos na passada terça-feira no palácio do Governo guineense.
"A Espanha está sempre disposta a apoiar a democracia, a legalidade e as diferenças de pensamento através do parlamento ou através de exercício da política de uma maneira aberta e democrática", observou António Zavala.
Homens armados atacaram na terça-feira o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam.
O ataque causou pelo menos oito mortos, segundo o último balanço do Governo, que reviu em baixa o número de vítimas mortais.
O Presidente considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado que poderá também estar ligada a "gente relacionada com o tráfico de droga".
O Estado-Maior General das Forças Armadas guineense iniciou, entretanto, uma operação para recolha de mais indícios sobre o ataque, que foi condenado pela comunidade internacional.
Na sequência dos acontecimentos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) anunciou o envio de uma força de apoio à estabilização do país.
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com cerca de dois terços dos 1,8 milhões de habitantes a viverem com menos de um dólar por dia, segundo a ONU.
Desde a declaração unilateral da sua independência de Portugal, em 1973, sofreu quatro golpes de Estado e várias outras tentativas que afetaram o desenvolvimento do país.
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