“Estamos a tentar deixar de tremer do susto": portugueses a viver na Venezuela partilham testemunhos após sismos

Dois sismos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala de Richter abalaram a Venezuela na quarta-feira.

25 de junho de 2026 às 08:43
Abalos na Venezuela causaram vítimas mortais e muitos feridos Foto: AP
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Vários portugueses disseram à Lusa estar a tentar ultrapassar o grande susto dos abalos. “Estamos a tentar deixar de tremer do susto. Foi um sismo intenso ou muito forte e de grande duração, parecia que não iria terminar nunca. Ainda estamos preocupados com eventuais réplicas”, explicou um comerciante à Agência Lusa.

José Gonçalves, estava em casa, em Caracas, em La Campiña, quando sentiu que o sofá estava a tremer e pouco depois toda o apartamento, antes de ficar sem eletricidade. “Foi o tremor mais forte que senti até hoje, ainda sinto o corpo a tremer do medo. Os jarros e todas as coisas que estavam em cima do móvel caíram, estão em pedações no chão”, explicou.

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Apesar das dificuldades nas comunicações, vários portugueses explicaram telefonicamente à Lusa, que o sismo foi sentido fortemente também em localidades como Valência, 150 quilómetros a oeste e Higuerote, 120 quilómetros a leste da capital.

Segundo Matilde Freitas várias réplicas foram sentidas, tendo várias zonas de Higuerote ficado sem eletricidade e sem telefones, e que algumas pessoas saíram dos edifícios a chorar com medo.

Ainda em Caracas, o venezuelano Juan Carlos Garcia Pérez explicou à Lusa que “estava deitado a ver televisão e de repente a cama começou a abanar. Levantei-me e poucos segundos depois começou a tremer muito brusco, mais forte”. “Olhei janela para ver outros edifícios e estavam a tremer. Fiquei sem saber se esperar que tudo passasse ou descer para a rua de uma vez”, frisou.

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Dois sismos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala de Richter abalaram a Venezuela na quarta-feira. Os dois sismos tiveram apenas 40 segundos de intervalo. 

Até ao momento, foram confirmados pela presidente interina, Delcy Rodríguez, 32 mortos e 700 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes. 

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