Estudantes de Espanha marcam greve contra o "sexismo" nas escolas

Sindicato marca protesto e exige educação sexual e castigos para comentários machistas e abusivos.

02 de outubro de 2018 às 13:50
Dirigentes do sindicato de estudantes de Espanhaq Foto: Direitos Reservados
Sindicato dos estudantes de Espanha em protesto Foto: Direitos Reservados

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O sindicato dos Estudantes de Espanha (SE) convocou esta terça-feira uma greve-geral para o próximo dia 14 de novembro. O lema do protesto será "fora o machismo das nossas aulas". Os estudantes consideram que continua a haversexismo nas escolas 

Ana Garcia, secretária-geral do sindicato diz que esta "não é uma greve contra o governo, é uma greve para que o governo faça coisas". Os estudantes exigem que seja adotado um programa nacional de "educação sexual inclusiva e obrigatória, em centro público e privados, desde a escola primária ao ensino Superior".

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Os alunos exigem ainda que sejam proibidos os regulamentos das escolas que limitem liberdades "referentes à forma e vestir ou que digam respeito à liberdade sexual das pessoas", explica Ana Garcia.

Os estudantes querem ainda castigas exemplares para professores que façam comentários abusivos nas aulas e o sindicato dá os exemplos de um professor de filosofia de Oviedo que disse às alunas que "não podem vir para as aulas como se vestem ao sábado" ou " se voltarem a fazê-lo violo-vos". O docente universitário incorre numa multa, mas continua a dar aulas. 

Outro caso evocado é o de um outro professor universitário, de Santiago de Compostela, que comentou o caso da violação coletiva do grupo 'La Manada' - um episódio que chocou Espanha por nenhum dos cinco detidos ter tido pena efetiva de prisão -  dizendo "estou certo de que a rapariga gostou".

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