Correio da Manhã

EUA criam base de espionagem via satélite no Brasil
8 de Julho de 2013 às 17:52
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O Brasil foi o segundo país do mundo onde mais ligações telefónicas e mensagens de email foram monitorados ilegalmente, ficando logo atrás e muito perto dos próprios EUA, onde o número de comunicações espiadas foi de 2300 milhões.

As duas principais agências de inteligência dos EUA, a NSA (Agência Nacional de Segurança) e a CIA (Agência Central de Informações), criaram e mantiveram no Brasil durante anos uma sofisticada base de espionagem via satélite, através da qual monitoraram milhões de comunicações de telefone e internet.

A informação, veiculada na edição desta segunda-feira do jornal carioca 'O Globo', é mais uma etapa do escândalo de escutas e monitoramento ilegal de milhões de cidadãos, empresas e governos do mundo feito pelos Estados Unidos e denunciado há um mês pelo ex-técnico da CIA e da NSA Edward Snowden.

De acordo com o jornal brasileiro, que se baseia em documentos da NSA a que teve acesso, essa base de espionagem internacional, que ficava em Brasília, uma das 16 que os EUA espalharam nessa altura pelo mundo, esteve ativa pelo menos até 2002.

Por falta de documentos, não é possível afirmar-se se foi desativada ou se ainda existe.

O que se sabe, segundo o jornal 'O Globo', é que, independentemente de essa base ainda existir ou não, milhões de brasileiros e cidadãos de outros países que estão ou passaram pelo Brasil continuaram a ser espiados pelas agências norte-americanas, pelo menos até 2010.

Outro relatório da NSA a que o diário do Rio de Janeiro diz ter acesso mostra que no ano de 2010, o Brasil foi o segundo país do mundo onde mais ligações telefónicas e mensagens de email foram monitorados ilegalmente, ficando logo atrás e muito perto dos próprios EUA, onde o número de comunicações espiadas foi de 2300 milhões.

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A divulgação deste último relatório, feita também pelo jornal carioca mas na sua edição de domingo, fez o governo brasileiro exigir às autoridades norte-americanas explicações urgentes e claras sobre essa atividade ilegal.

Fontes de Washington, no entanto, já fizeram saber que não comentarão em público as denúncias de que espiaram milhões de pessoas pelo mundo, incluindo brasileiros.

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