EUA e Israel preparam novos ataques ao Irão

São três os objetivos: destruir infraestrutura militares e críticas, retirar o urânio enriquecido e tomar a ilha de Kharg.

16 de maio de 2026 às 15:06
Netanyahu e Trump Foto: Alex Brandon/AP
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Os Estados Unidos e Israel estão a preparar novos ataques ao Irão, já na próxima semana, segundo o jornal New York Times. Os bombardeamentos terão como alvo estruturas militares e infraestruturas críticas, e “serão ainda mais intensos” que os registados antes do cessar-fogo, em vigor desde o início de Abril.

Mas a ofensiva, que aguarda pela autorização de Donald Trump, não ficará apenas pelos bombardeamentos seletivos. As fontes contactadas pelo New York TImes revelam que serão enviadas tropas para o terreno para retirar o material nuclear enterrado nos escombros. Em causa, os cerca de 450 quilos de urânio enriquecido a 60% que se encontra na posse do Irão. Este grau de pureza não permite o fabrico de uma arma nuclear, mas, segundo os especialistas, será relativamente rápido atingir os 90%, necessários para o efeito.

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A operação de retirada do urânio deverá envolver tropas de elite dos dois países. Uma operação, ainda assim, de alto risco, não estando afastado a possibilidade de um número considerável de baixas.

De acordo com o jornal norte-americano, a ofensiva norte-americana e israelita passa, também, pela tomada a ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, principal centro de exportação iraniano.

O regresso da guerra, a verificar-se, não constituirá propriamente uma surpresa. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reafirmou esta semana que ainda havia “trabalho a fazer no Irão” e o Presidente dos EUA insiste que é necessário eliminar a ameaça nuclear do Irão. Disse-o na China, onde fez questão de sublinhar que o seu homólogo Xi Jinping concordava que o Irão não podia ter uma arma nuclear, e voltou a referi-lo no regresso a Washington.

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Um dos motivos pelos quais as negociações de paz entre os EUA e o Irão se encontram estagnadas tem a ver precisamente com esta questão, com Teerão a defender, desde o início das conversações, mediadas pelo Paquistão, o direito a ter o seu programa nuclear e a garantir que o mesmo se destina para fins civis e pacíficos.

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