EUA e UE condenam sentença
"Desproporcional" é como classificam a União Europeia e os EUA a sentença de dois anos de prisão para as cantoras da banda punk Pussy Riot, acusadas de vandalismo e ódio religioso por, em Fevereiro, terem entoado uma canção de protesto contra Putin numa igreja ortodoxa de Moscovo.<br/><br/>
A União Europeia, através da sua chefe de diplomacia, Catherine Ashton, fez saber que não só considera a condenação exagerada como espera que a Rússia reavalie a sentença, sob pena de, não o fazendo, estar a aumentar as dúvidas sobre o seu respeito pela liberdade de expressão.
"As acusações de vandalismo e ódio religioso não devem ser usadas para limitar a liberdade de expressão (...), que em nenhuma circunstância pode levar à prisão", acrescentou DunjaMijatovic, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
À semelhança da Europa, também dos EUA chegam ecos de preocupação com "o impacto negativo na liberdade de expressão", segundo o comunicado emitido pela porta-voz doDepartamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland.
Desde que, na sexta-feira, foi conhecida a sentença, centenas de anónimos têm manifestado a sua indignação nas ruas. Nasredes sociais, muitas figuras públicas, como o músico Bryan Adams e o actor Elijah Wood,fizeram o mesmo.
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