EUA expressam "profunda preocupação" após prisão de líderes da oposição na Venezuela

Supremo Tribunal acusou os dois opositores de terem tentado fugir e não terem respeitado as suas "condições de detenção" no domicílio.

01 de agosto de 2017 às 16:49
Francisco Palmieri, Estados Unidos, Venezuela, Vontade Popular, Presidente Nicolás Maduro, Antonio Ledezma, Leopoldo Lopez, Caracas, Estado, Twitter, Supremo Tribunal, Assembleia Constituinte, Washington, ditador, Bashar, Governo, chefe de Estado, Kim Jong-Un, Robert Mugabe, política, diplomacia Foto: Getty Images
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Os Estados Unidos expressaram esta terça-feira "profunda preocupação" após o encarceramento de dois líderes da oposição na Venezuela, considerada uma "nova prova de autoritarismo do regime" do Presidente Nicolás Maduro.

O encarceramento de Leopoldo Lopez, fundador do partido de direita Vontade Popular, e do presidente da câmara de Caracas, Antonio Ledezma, que se encontravam em prisão domiciliária depois de terem já estado detidos, é "mais um passo na direção errada para a Venezuela", declarou um alto responsável do departamento de Estado norte-americano, Francisco Palmieri, na rede social Twitter.

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O Supremo Tribunal acusou os dois opositores de terem tentado fugir e não terem respeitado as suas "condições de detenção" no domicílio, que lhes proibiam qualquer "proselitismo político".

Ambos tinham apelado para a não-participação dos venezuelanos, no passado domingo, na eleição de uma Assembleia Constituinte todo-poderosa, um escrutínio marcado por incidentes violentos que fizeram dez mortos.

Na segunda-feira, Washington já tinha chamado "ditador" a Nicolás Maduro, impondo-lhe sanções pessoais no dia a seguir às eleições consideradas "ilegítimas" desta Assembleia Constituinte nas mãos do regime. Entre essas sanções, inclui-se o "congelamento de todos os bens" que o Presidente venezuelano possui nos Estados Unidos.

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O Governo norte-americano sublinhou que Maduro é só o quarto chefe de Estado estrangeiro em exercício a ser assim sancionado por Washington, depois do sírio Bashar al-Assad, do norte-coreano Kim Jong-Un e do zimbabueano Robert Mugabe.

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