EUA: Pilotos de F-16 planearam missão-suicida para abater voo 93

Os dois primeiros pilotos de caça F-16 que descolaram para responder aos atentados de 11 de Setembro de 2001 combinaram uma missão-suicida para impedirem que o voo 93 da United Airlines, pilotado por terroristas da al-Qaeda, atingisse alvos em Washington. O Boeing 757 não conseguiu chegar ao alvo devido à intervenção dos passageiros, despenhando-se num descampado perto de Shanksville, no estado da Pensilvânia.<br/><br/>

09 de setembro de 2011 às 16:08
11 de Setembro, F-16, Voo 93, Torres Gémeas, Washington, al-Qaeda, EUA, Kamikaze, Missão-suicida Foto: Reuters
Partilhar

Quando a tenente Heather Penny e o coronel Marc Sasseville descolaram da base aérea de Andrews já tinham visto pela televisão o impacto de dois aviões comerciais nas Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Sabiam que era preciso derrubar o voo 93 mas tinham um problema: os seus F-16 não tinham mísseis ou qualquer munição.

Segundo a edição desta sexta-feira do 'Washington Post', enquanto tentavam chegar a tempo para evitar mais um atentado da al-Qaeda os dois pilotos combinaram uma estratégia desesperada. "Vou apontar ao cockpit", disse Sasseville, enquanto a então jovem piloto de guerra - que mais tarde faria duas comissões de serviço no Iraque - decidiu que apontaria o caça à parte traseira do Boeing 757.

Pub

A missão foi encarada pelos dois como a de um "piloto kamikaze", pois não havia a menor garantia de que fosse possível ejectarem-se antes de os seus F-16 colidirem com o voo 93 da United Airlines. "Não somos treinados para derrubar aviões de passageiros", disse Sasseville ao 'Washington Post'.

Depois de uma década sem falar à imprensa, Heather Penny aceitou recordar o que viveu ao serviço da Guarda Nacional mas deixou claro que "os verdadeiros heróis foram os passageiros do voo 93".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar