EUA sancionam autoridades libanesas acusadas de apoiarem os interesses do Hezbollah

Líbano mantém negociações com Israel desde abril, promovidas por Washington, e que são rejeitadas pelo Hezbollah.

19 de junho de 2026 às 00:27
Bandeira EUA Foto: Getty Images
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O Governo norte-americano impôs na quinta-feira sanções económicas a figuras libanesas acusadas de "obstruir o processo de paz" no Líbano e de "atrasar o desarmamento do Hezbollah", o movimento xiita libanês pró-iraniano.

Entre os sancionados estão Sleiman Frangieh, que recebeu o apoio do Hezbollah na última eleição presidencial libanesa, e Mahmoud Qamati, vice-presidente do gabinete político do movimento xiita.

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Estes responsáveis "usaram a sua influência para obstruir o processo de paz no Líbano e atrasar o desarmamento do Hezbollah", destacou o Departamento do Tesouro dos EUA em comunicado.

O Líbano mantém negociações com Israel desde abril, promovidas por Washington, e que são rejeitadas pelo Hezbollah.

O Governo libanês procura pôr fim ao conflito em que se viu envolvido em 02 de Março, quando o grupo pró-Irão Hezbollah tentou defender o Irão lançando mísseis contra Israel, que desde então tem respondido com ataques aéreos e operações terrestres no Líbano.

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Uma quinta ronda de negociações de paz está agendada para a próxima semana em Washington entre o Líbano e Israel.

Frangieh, antigo ministro e membro do parlamento, é um político cristão que lidera o Movimento Marada.

É um aliado de longa data do Hezbollah e é também conhecido pelos seus laços pessoais próximos com o ex-presidente sírio Bashar al-Assad, que por sua vez foi apoiado pelo movimento islamita libanês.

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No âmbito do sistema de partilha de poder baseado no sectarismo, a presidência libanesa está reservada a um cristão maronita.

O Hezbollah tinha apoiado a candidatura de Frangieh, que acabou por a retirar no início de 2025, pouco antes da eleição de Joseph Aoun.

Após a guerra de 2023-2024 contra Israel, Mahmoud Qamati tornou-se um dos principais porta-vozes políticos do Hezbollah. Foi também ministro.

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Quando Washington impõe sanções a particulares, quaisquer bens que estes possam possuir nos Estados Unidos são congelados e as empresas e os cidadãos norte-americanos estão proibidos de fazer negócios com estes, sob pena de também serem sujeitos a sanções.

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