Ex-chefe do exército turco condenado a perpétua
<p align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 12.5pt 0pt 0cm">O ex-chefe do exército turco Ilker Basbug foi condenado esta segunda-feira a prisão perpétua por envolvimento numa alegada tentativa de golpe de Estado contra o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, noticiou a televisão privada NTV.<p align="justify" class="MsoNormal" style="text-indent: 20pt; margin: 0cm 12.5pt 0pt"> <p align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 12.5pt 0pt 0cm">
Basbug, que liderou as forças armadas turcas entre 2008 e 2010, foi condenado num julgamento que envolve 275 arguidos, incluindo generais, jornalistas e chefes do submundo.
O ex-chefe das forças armadas foi condenado por encabeçar a rede Ergenekon, considerada "terrorista" pelo tribunal de Silivri, que hoje leu a sentença.
Até agora, o tribunal absolveu 21 dos 275 acusados, outros cinco foram condenados a prisão perpétua e os restantes receberam penas de entre dois e 117 anos de prisão por participarem na rede, que alegadamente pretendia derrubar o governo islamita conservador de Erdogan.
Basbug, de 70 anos, liderou a campanha militar turca contra os rebeldes do PKK durante muitos anos e é agora, na reforma, acusado de liderar ele próprio um grupo terrorista.
Os arguidos estavam a ser julgados desde 2008 no quadro de um processo que a oposição laica acusava de visar calar as críticas contra o governo.
A audiência de hoje começou às 7h30 (hora de Lisboa), com duas horas de atraso, num ambiente de tensão.
Centenas de agentes da polícia antimotim lançaram gás lacrimogéneo contra cerca de mil manifestantes concentrados junto ao tribunal.
CONCENTRAÇÕES PROIBIDAS
Os manifestantes, impedidos de assistir ao processo, continuavam a chegar perto do tribunal a pé, deixando os automóveis e autocarros a mais de dois quilómetros de distância.
O governador da província de Istambul, Hüseyin Mutlu, proibiu na sexta-feira qualquer concentração e só os arguidos, os advogados, deputados e jornalistas tinham autorização para aceder ao tribunal.
A rede Ergenekon é acusada de tentar fazer um golpe de Estado militar contra Erdogan, no poder desde 2002, semeando o caos no país, com atentados e operações de propagando.
A sentença d surge depois de, em junho, o país ser palco de enormes protestos populares que deixaram o governo de Erdogan na maior crise desde que assumiu o poder em 2002.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt