Ex-diretor de serviços secretos dos EUA nega escutas a Trump

Presidente dos Estados Unidos acusou Obama de o ter colocado sob escuta antes das eleições.

05 de março de 2017 às 19:27
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EUA, James Clapper, diretor, informações, espionagem, política, defesa, John Brennan, CIA, crime, lei e justiça, segurança nacional Foto: Getty Images

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O ex-diretor dos serviços secretos norte-americanos James Clapper, que ocupava o cargo durante a campanha para as presidenciais do ano passado, negou este domingo a gravação durante o seu mandato de conversas do agora presidente Donald Trump.

"Posso dizer que a partir do aparelho de segurança nacional que coordenava como DNI (Diretor de Serviços de Informações) não houve escutas ao presidente eleito nesse momento, como candidato, ou à sua campanha", disse Clapper numa entrevista à emissora NBC.

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Clapper, que ocupou o cargo entre 2010 e 2017, assinalou que se tivessem havido gravações teria sabido, assegurando que podia negar a existência de uma ordem judicial permitindo à polícia federal norte-americana (FBI) intervir nas comunicações da Torre Trump em Nova Iorque, sede da campanha do magnata.

O presidente Donald Trump pediu hoje ao Congresso norte-americano para investigar eventuais escutas de que tenha sido alvo por ordem do seu antecessor antes das eleições, no âmbito do caso de alegada interferência por parte da Rússia, e determinar se o governo de Barack Obama abusou dos seus poderes.

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No sábado, Trump acusou Obama de o ter colocado sob escuta antes das eleições presidenciais de 8 de novembro, numa série de mensagens na rede social Twitter, sem dar pormenores ou referir provas.

Kevin Lewis, porta-voz do antigo presidente norte-americano, afirmou no mesmo dia que Barack Obama nunca ordenou a vigilância de qualquer cidadão norte-americano, desmentindo as acusações de Donald Trump.

Os ataques contra Barack Obama surgem numa altura em que a administração de Trump está envolvida em polémica acerca de contactos durante a campanha e o período de transição entre responsáveis russos e alguns dos seus assessores e conselheiros, incluindo o secretário da Justiça, Jeff Sessions.

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