Ex-Ku Klux Klan culpado de homicídios
Um tribunal federal norte-americano declarou um ex-membro do Ku Klux Klan (KKK), James Ford Seale, de 71 anos, culpado do assassinato de dois homens de raça negra no estado do Mississippi, em 1964. Isto depois de a Justiça dos EUA ter decidido, volvidas mais de quatro décadas, reabrir processos relacionados com crimes do conhecido grupo racista.
Seale foi considerado culpado de conspiração para matar e autor dos homicídios de Henry Hezekiah Dee e de Charles Eddie Moore. As duas vítimas foram sequestradas por membros do grupo racista, tendo sido depois levadas para um bosque, onde foram brutalmente espancadas. Posteriormente, membros do Ku Klux Klan colocaram-nas na mala de um automóvel e lançaram-nas vivas ao rio Mississippi, amarradas a uma enorme pedra, de modo a impedir que voltassem à superfície.
FBI INVESTIGA
O julgamento de James Ford Seale ficou marcado pelo depoimento da testemunha protegida Charles Edwards, ex-membro dos KKK. Segundo ele, Seale pertencia ao mesmo grupo do que ele, o qual era liderado pelo pai de Seale.
Nos anos 50 e 60, a segregação racial imperava nos EUA e, na maioria dos casos, os grupos racistas actuavam impunemente, com a cumplicidade das autoridades policiais e judiciais. Passados mais de 40 anos, o FBI decidiu reinvestigar cerca de cem casos de homicídios.
Recorde-se que um antigo líder do KKK, Edgar Ray Killen, foi condenado em 2005 a 60 anos de prisão pelo homicídio de três activistas dos direitos civis. Foi, aliás, neste caso que se baseou o filme ‘Mississippi em Chamas’.
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