Explosão em hospital do Paquistão faz 70 mortos
Facção ligada aos Taliban reivindica ataque em Qetta.
Pelo menos 70 pessoas morreram na sequência de uma explosão num hospital em Qetta, no oeste do Paquistão, segundo um novo balanço das autoridades.
O número de vítimas tem aumentado durante o decorrer desta segunda-feira.
"Havia cerca de 50 feridos quando estávamos a transportar as pessoas para os hospitais",disse Saleh Baloch, ministro da Saúde para a província de Baluchistão, citado pela agência Lusa.
O porta-voz da polícia provincial, Ghulam Akbar, disse à agência Efe que, pouco antes da explosão, foi levado para este hospital o proeminente advogado Bilal Anwar Kasi, presidente da Associação de Advogados do Baluchistão, atingido num tiroteio.
No momento da explosão, encontravam-se no local um grande número de advogados que se tinham deslocado ao hospital depois do ataque a Kasi.
O porta-voz informou ainda que o hospital foi palco de troca de tiros entre homens não identificados e agentes da polícia.
Segundo o jornal The Express Tribune, entre as vítimas mortais e feridos encontram-se vários advogados e jornalistas que cobriam o assassinato de Kasi.
Após a explosão foi declarado o estado de emergência em todos os hospitais da cidade.
O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou as mortes num comunicado em que afirmou que "não se permitirá que ninguém perturbe a paz".
Nos últimos meses vários advogados foram atacados na província de Baluchistão, região onde operam grupos armados separatistas que realizam ataques contra as forças de segurança e outras instituições do Estado, além de fações talibãs e grupos extremistas.
Há menos de uma semana o advogado Jahanzeb Alvi foi assassinado por atacantes não identificados e em junho o diretor da Universidade de Direito, Amanullah Achakzai, foi também baleado.
O ataque foi, no entretanto, reivindicado pela facção paquistanesa dos Taliban, o Jamaat-ur-Ahrar.
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