Extrema-direita atira culpa a Merkel
Na Alemanha e fora dela, líderes xenófobos acusam a líder do governo alemão de ter aberto as portas a terroristas
A extrema-direita alemã e europeia culpam a política de imigração da chanceler Angela Merkel pelo atentado que, na noite de segunda- -feira, matou 12 pessoas e feriu 48 num mercado de Natal na zona ocidental de Berlim.
Nigel Farage, líder do UKIP, Partido da Independência do Reino Unido (principal defensor do Brexit) escreveu no Twitter: "Notícias terríveis de Berlim, mas não são uma surpresa. Acontecimentos como este fazem parte do legado de Merkel."
Já o holandês Geert Wilders, líder do xenófobo Partido para a Liberdade, foi mais longe e publicou, na mesma rede social, uma fotografia de Merkel com sangue nas mãos.
Na Alemanha, Frauke Petry, líder da Alternativa para a Alemanha (AfD), considerou que o país "já não é seguro" e desafiou Merkel a admiti-lo. Como Farage e Wilders, Petry acusa a chanceler, dizendo que o contexto que permitiu o ataque de segunda-feira "foi importado de forma imprudente no último ano e meio, e concluiu: "Não foi um incidente isolado e não será o último."
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