Fabricantes de camiões exigem à União Europeia medidas de proteção do setor

Signatários exigem antecipar a revisão do regulamento relativo às emissões de dióxido de carbono (CO2) para veículos pesados.

27 de maio de 2026 às 17:10
Bandeira da União Europeia Foto: Getty Images
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A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), juntamente com fabricantes de camiões e autocarros e representantes dos trabalhadores do setor, exigiram esta quarta-feira à UE medidas urgentes para proteger a competitividade da indústria.

"A indústria europeia de veículos comerciais é líder mundial e detém uma quota de mercado sólida, embora enfrente uma pressão significativa por parte de concorrentes globais e se encontre agora num ponto de viragem crítico", indica a carta enviada à Comissão Europeia e ao Conselho da UE.

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Os signatários exigem, concretamente, antecipar a revisão do regulamento relativo às emissões de dióxido de carbono (CO2) para veículos pesados, acelerar a implantação de infraestruturas de recarga elétrica e de reabastecimento de hidrogénio e simplificar o quadro regulamentar do setor.

"Escrevemos-vos para expressar a nossa preocupação comum com a deterioração da competitividade do setor europeu dos transportes e com o risco de uma aceleração da perda de postos de trabalho industriais que ameaça a resiliência a longo prazo da economia europeia e do nosso tecido social, bem como para exigir uma ação urgente e coordenada", acrescentam na sua carta.

Os representantes do setor, que há meses reclamam a flexibilização das normas para os camiões, em linha com as concessões feitas aos automóveis, sublinham que empregam 3,4 milhões de pessoas e constituem uma indústria líder, mas asseguram que "essa liderança não está garantida" devido à crescente concorrência proveniente de regiões com menos restrições regulamentares e custos mais baixos.

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Por isso, pedem às instituições comunitárias uma "resposta à altura desse desafio", para que a Europa não perca "capacidade de produção, de inovação e ecossistemas industriais e, mais importante ainda, a sua força de trabalho".

A carta insiste que a adoção de camiões e autocarros com emissões zero continua a ser travada por fatores alheios aos fabricantes, como a lenta implantação de pontos de recarga e estações de hidrogénio, tanto públicas como em centros logísticos.

Por isso, o setor apela ao reforço da futura revisão do regulamento europeu sobre infraestruturas para combustíveis alternativos (AFIR), a fim de impor objetivos vinculativos aos Estados-Membros e evitar que a falta de infraestruturas se torne um estrangulamento para a transição.

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Solicitam também incentivos económicos para reduzir o custo de aquisição e operação destes veículos para as frotas de transporte.

Além disso, pedem uma estratégia industrial europeia "coerente" para o transporte rodoviário comercial que combine competitividade, descarbonização e emprego de qualidade, e alertam que a fragmentação regulamentar gera incerteza para os investimentos e as cadeias de abastecimento.

A carta está assinada, entre outros, por dirigentes da Daimler Truck, Volvo, Scania, Iveco, MAN, DAF e Ford Trucks, bem como pela ACEA e por representantes sindicais e comités de empresa europeus do setor.

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