FBI e autoridades do Gana detêm mais de 130 pessoas por burlas online
Esta intervenção faz parte da vasta 'Operação Blackout' do FBI, que visa redes criminosas que levam a cabo operações fraudulentas contra vítimas norte-americanas.
As autoridades norte-americanas e ganesas detiveram mais de 130 pessoas no Gana no âmbito do desmantelamento de uma vasta rede de burlas online, anunciou esta quinta-feira o diretor do departamento federal de investigação, conhecido pela sigla FBI.
Na sequência de uma operação realizada no Gana esta semana, o FBI procedeu à detenção de "mais de 130 pessoas", identificou "cerca de 10 milhões de dólares (8,9 milhões de euros) em prejuízos e 89 vítimas", tendo apreendido "mais de 300 dispositivos", enumerou o diretor do FBI, Kash Patel, na rede social X, publicando também várias fotografias de agentes norte-americanos ao lado de responsáveis ganenses.
Esta intervenção faz parte da vasta 'Operação Blackout' do FBI, que visa redes criminosas que levam a cabo operações fraudulentas contra vítimas norte-americanas.
A data de lançamento da Operação Blackout não é clara, mas Patel assegurou que, até ao momento, a operação tinha permitido a apreensão de "17 mil milhões de dólares" (15,2 mil milhões de euros), a detenção de "centenas de suspeitos de fraude" e "mais de 10 mil americanos alertados antes de perderem o seu dinheiro".
Em causa estão promessas enganosas de lucros avultados, fraudes em serviços de pagamento ou de empréstimo através do telemóvel, falsos investimentos em criptomoedas, tudo isto graças a roubos massivos de dados pessoais online ou a aplicações móveis falsas, noticia ainda a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
No Gana, tal como noutros países de África ou da Ásia, formaram-se redes de cibercriminosos que operam em vastos complexos onde centenas de pessoas extorquem dinheiro online a vítimas situadas a milhares de quilómetros de distância.
Em fevereiro, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) anunciou ter detido 651 pessoas no continente africano e desmantelado, em cerca de dois meses, importantes redes de cibercriminalidade que tinham extorquido cerca de 38 milhões de euros a centenas ou mesmo milhares de vítimas.
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