Febre amarela leva pânico ao Brasil
Autoridades apelam à calma mas há riscos reais de epidemia.
Depois de, em 2016, surtos de Zika, Dengue e Chicungunia terem assustado o Brasil e provocado a morte a quase 800 pessoas, este ano, uma nova doença, a Febre Amarela, está a provocar pânico pela elevada letalidade. O Ministério da Saúde já reconheceu 47 mortes, mas órgãos regionais falam em 113.
O surto de Febre Amarela teve início há poucas semanas no interior do estado de Minas Gerais, onde os registos oficiais dão conta de 509 dos 568 casos notificados em todo o país, e 42 mortes. Mas em todo o Brasil já há registos da doença em 80 cidades, nomeadamente nos estados de Espírito Santo, Goiás, Bahia e São Paulo.
O elevado índice de mortalidade, como em São Paulo, onde ocorreram seis casos, todos mortais, levou o pânico a todo o Brasil, mesmo a cidades onde não há casos registados. Longas filas formam-se diariamente junto a postos de vacinação, e no Rio de Janeiro, onde não houve casos, as vacinas previstas para durarem até ao final do ano já se esgotaram.
Apesar dos repetidos apelos à calma, as autoridades de saúde estão apreensivas com a possibilidade de o surto se tornar numa epidemia fatal este mês, por causa do Carnaval. Milhões de pessoas vão festejar em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, podendo fazer explodir os casos da doença.
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