Fechar governo para fazer muro no México
Trump ameaçou oposição de que está disposto a bloquear o financiamento do executivo para forçar aprovação de fundos para construção.
O presidente dos EUA, Donald Trump, está no centro de nova polémica. Num comício em Phoenix, Arizona, ameaçou fechar o governo dos EUA se a oposição democrata não viabilizar o pagamento do muro que quer construir na fronteira com o México. No mesmo discurso, na noite de terça-feira, acusou também a imprensa de deturpar o seu discurso após os tumultos de Charlottesville, na Virgínia, para o retratar como racista.
"Se tiver de ser, fecharemos o governo, mas vamos ter aquele muro. O povo votou pelo controlo da imigração", afirmou Trump, acusando os democratas de "obstrucionismo" por se oporem ao muro. O fecho do governo (shutdown) acontece se não for aprovada a lei de financiamento do executivo.
Quanto à polémica sobre a forma como equiparou os manifestantes racistas de Charlottesville e os que se lhes opuseram, Trump acusou os "falsos media" por tudo. Para o provar repetiu o que disse após os tumultos de dia 12 que fizeram um morto.
"Condenamos esta manifestação de ódio, intolerância e violência", disse Trump, frisando que foram as suas palavras. Mas omitiu que, a seguir a ‘violência’, disse: "De muitos lados."
Foi esta equiparação moral dos dois lados dos protestos que causou polémica e levou até mesmo líderes do Partido Republicano a exigirem-lhe explicações.
Hillary diz que Trump lhe "causou arrepios"
"Estava literalmente a respirar-me no pescoço", afirma Hillary Clinton, dizendo que ainda hoje pensa se deveria ter reagido com a frase: "Afasta-te, canalha." Hillary refere ainda que lamenta ter perdido porque desiludiu milhões de eleitores.
Polícia dispersa manifestantes
PORMENORES
Dúvidas sobre aptidão
O antigo diretor dos serviços de segurança nacionais James Clapper disse à CNN que o discurso de Trump em Phoenix foi "assustador" e concluiu: "Ponho em causa a sua aptidão para exercer o cargo."
Banir Trump do Twitter
A antiga agente da CIA Valerie Plame Wilson iniciou uma campanha de ‘crowdfunding’ para comprar o Twitter a fim de banir Donald Trump "antes que cause uma guerra nuclear". O objetivo de Plame é angariar mil milhões de dólares para comprar a rede social e silenciar Trump.
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