Fidel Castro chama "máfia militar" à NATO

Fidel Castro chamou “máfia militar” à NATO e considera que o secretário-geral da Aliança é “um convencido” e que usou um tom de “chefezito nazi” na Cimeira de Lisboa. As considerações fazem parte de um artigo escrito pelo ex-presidente cubano intitulado 'A NATO, Polícia Mundial'.

22 de novembro de 2010 às 17:52
NATO, Rasmussen, Fidel Castro, Cuba, Barack Obama, Cimeira, Afeganistão Foto: Reuters/Desmond Boylan
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No texto publicado esta segunda-feira, Fidel Castro tece críticas sobre a Cimeira de Lisboa que se realizou este fim-de-semana e os seus participantes.

Na opinião de Castro, "em Lisboa não se pronunciou uma palavra capaz de transmitir esperança a milhões de pessoas que sofrem devido à pobreza, ao subdesenvolvimento, à escassez de alimentos, de habitação, de saúde, de educação e de emprego."

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"Pelo contrário, a personagem convencida que figura como chefe da máfia militar da NATO, Anders Fogh Rasmussen, declarou em tom de 'chefezito nazi' que o novo conceito estratégico [da aliança] era para actuar em qualquer parte do mundo", acrescentou.

No artigo publicado na imprensa local e na internet, Fidel acusa Rasmussen de ser "neoliberal" e afirma que muitos ainda se lembram das "estreitas relações de cooperação entre o Governo da Dinamarca e os ‘invasores' nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

Fidel escreveu igualmente sobre a presença militar no Afeganistão afirmando que os países

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"terão que abandonar o Afeganistão antes de serem derrotados e terem de entregar  o poder à resistência afegã".Os próprios aliados começam a reconhecer que  podem passar dezenas de anos antes de acabar a guerra".

O cubano não poupou Barack Obama, escrevendo que este é "o maior encantador de serpentes de todos os tempos".

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