Filho de Bolsonaro pede a embaixadores que enviem observadores por receio de manipulação nas presidenciais de outubro

Flávio Bolsonaro é candidato da extrema-direita às presidenciais brasileiras de outubro.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro Foto: Isaac Fontana/Lusa
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 O senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e candidato da extrema-direita às presidenciais brasileiras de Outubro, repetiu esta terça-feira um gesto que custou a inelegibilidade ao pai em 2023 e insinuou que as urnas electrónicas usadas no Brasil poderão ser passíveis de manipulação e adulteração dos resultados. Por isso, Flávio pediu aos 42 embaixadores presentes ao encontro em Brasília que enviem o maior número possível de observadores às eleições de daqui a dois meses.

“O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, é que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes.", declarou o presidenciável, sem atacar directamente o sistema eleitoral do Brasil para não ficar inelegível ou ser preso, como o pai, mas insinuando que fraudes são possíveis.

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Antes desse apelo aos embaixadores, Flávio Bolsonaro aludiu a um documento divulgado esta semana pela CIA, a agência de contraespionagem dos EUA, no qual se afirma que especialistas de uma empresa da Venezuela desenvolveram “interesse e alguma capacidade em manipular sistemas electrónicos de votação.” A empresa, identificada pela CIA e pelo presidenciável como Smartmatic, foi citada pelo governo norte-americano como suspeita de ter adulterado ou tentado adulterar votações na Venezuela.

O filho de Bolsonaro citou a empresa porque, segundo ele, parte das urnas de votação usadas nas eleições brasileiras terem origem naquela fabricante e os profissionais brasileiros serem treinados por técnicos venezuelanos. O TSE, Tribunal Superior Eleitoral, em 2023 já tinha respondido ao mesmo questionamento, feito dessa feita por Jair Bolsonaro, assegurando que a Smartmatic não produziu nem programou nenhuma das urnas electrónicas usadas no Brasil, e garantiu que os especialistas venezuelanos que na altura estiveram na justiça eleitoral em Brasília somente atuaram no treinamento de profissionais brasileiros e não tiveram qualquer interferência na programação dos equipamentos. (FIM).

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