Flávio Bolsonaro aciona Justiça eleitoral para investigar perfis falsos que o atacam nas redes sociais

Críticas com impulsionamento no Facebook e Instagram também incluíam o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que concorre à reeleição.

21 de julho de 2026 às 00:21
Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro Foto: Isaac Fontana/Lusa
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A campanha do pré-candidato à presidente do Brasil Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro com objetivo de denunciar perfis falsos que atacam o senador nas redes sociais.

O pedido ocorre cerca de um mês após o jornal O Globo mostrar que páginas com poucos seguidores nas redes sociais gastarem 1 milhão de reais (cerca de 172,1 mil euros) para impulsionar publicações com ataques a Flávio Bolsonaro.

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As críticas com impulsionamento no Facebook e Instagram também incluíam o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que concorre à reeleição.

Simpático ao bolsonarismo, Tarcísio comanda o Estado brasileiro mais rico, populoso, e com o maior número de eleitores do país.

O coordenador da campanha de Flávio e líder da oposição no Senado brasileiro, o senador Rogério Marinho, afirmou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que campanha identificou pelo menos 20 mil perfis falsos.

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Segundo disse, esses mesmos perfis movimentaram cerca de 20 milhões de reais (3,44 milhões de euros) para impulsionar conteúdo para difamar Flávio Bolsonaro.

«Nós não conseguimos certificar a totalidade do universo dessa fraude que está sendo montada contra a direita no Brasil, dado a quantidade muito grande e até uma certa rapidez com que eles se movimentam dentro das redes sociais», declarou Marinho.

Rogério Marinho conversou com a imprensa brasileira em Brasília após reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que também é juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro.

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«Viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem são aqueles que estão financiando esse atentado à democracia», completou.

Marinho evitou responsabilizar partidos, candidatos ou pessoas específicas por trás dos ataques e ações coordenadas.

Ao juiz do TSE, a campanha pediu também quebra de sigilo a partir das provas, com informações coletadas pela Meta, gigante da internet responsável pelo Facebook e Instagram, sobre cadastro de contratantes e anunciantes.

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Integrante da equipa jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, a advogada Maria Claudia Bucchianeri, explicou que as informações foram coletadas a partir de fontes públicas das próprias plataformas.

«Então chega um determinado momento que já não conseguimos mais avançar. Então, precisamos, verdadeiramente, saber: quem pagou? De quem é esse cartão de crédito? (...) De quem é essa linha telefónica? E para isso, precisamos de decisão judicial», indicou.

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