Fórmula 1 entra na disputa eleitoral

O governo espanhol reagiu à alegada intromissão de Bernie Ecclestone, patrão da Fórmula 1, na política espanhola, após o britânico ter condicionado a realização do Grande Prémio da Europa em Valência ao resultado eleitoral desta cidade espanhola. Actualmente a Câmara de Valência é dirigida por Franciso Camps, um político do Partido Popular (PP), estando marcadas eleições regionais e municipais para o próximo dia 27. No entanto, “se este não for reeleito, Valência não receberá a prova do campeonato do Mundo de Fórmula 1”, terá afirmado Bernie Ecclestone.

13 de maio de 2007 às 00:00
Fórmula 1 entra na disputa eleitoral Foto: Victor Fraile, Reuters
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O governo espanhol reagiu de imediato e mostrou-se bastante ofendido com a atitude de Bernie Ecclestone.

“São declarações lamentáveis, infelizes e preocupantes. Em primeiro lugar demonstram fraca cultura democrática e em segundo são um insulto, uma falta de respeito por todos, quer pelos valencianos quer pelos espanhóis”, afirmou a vice-presidente do governo (PSOE), Maria Teresa Fernandez de la Vega.

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Perante as críticas, Ecclestone acabou por negar o que disse, argumentando que foi mal entendido. “Disse que não formalizaria um contrato até à realização das eleições, pois não sei com quem o assinarei”, declarou à televisão da Catalunha.

Mariano Rajoy, líder do Partido Popular, preferiu desdramatizar a polémica, afirmando que o seu partido não pediu qualquer declaração a Bernie Ecclestone, que pode “ter confiança em quem sente que deve ter”. Se diz que não tem confiança noutros partidos isso deve levá-los à reflexão”, afirmou Mariano Rajoy.

O responsável do PP em Valência, Francisco Cam-ps, rejeitou qualquer crítica aos comentários, garantindo que independentemente da polémica “o GP de Valência vai mesmo avançar a partir de Novembro de 2008”.

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INCIDENTES NA CAMPANHA

O início da campanha eleitoral com vista às eleições regionais e municipais do próximo dia 27 está a ficar marcado por incidentes em vários pontos do país. Uma explosão na sede do Partido Popular (PP) em Valência não casou feridos.

Segundo as autoridades policiais, a explosão foi provocada por um engenho explosivo de fabrico artesanal que deflagrou junto à porta do edifício do PP. Em Bilbao, no País Basco, pelo menos seis pessoas ficaram feridas na sequência de uma rixa entre grupos partidários rivais devido à colocação de cartazes. Num outro incidente, pelo menos vinte jovens irromperam num acto eleitoral do Partido nacionalista Basco, em Vitória, em que participava o chefe do governo, Juan José Ibarretxe, com cartazes em que se lia “PNV-PSOE estais a enterrar o processo” e “a repressão não é o caminho”.

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