França assinala um ano do sábado sangrento no supermercado judeu
Morreram quatro judeus e uma jovem polícia municipal.
A França assinala este sábado o sábado sangrento no Hyper Cacher, onde quatro judeus foram mortos pelo jihadista Amédy Coulibaly a 09 de janeiro de 2015, após o assassinato de uma jovem polícia municipal, ao qual será rendido um tributo.
O Presidente francês, François Hollande, descerrou no final da manhã em Montrouge, perto de Paris, uma placa "em memória de Clarissa Jean-Philippe", a polícia municipal de 26 anos "assassinada neste lugar a 08 de janeiro de 2015, vítima do terrorismo e no desempenho de seu dever".
Um coral de crianças cantaram a Marselhesa, o hino francês, e foi feito um minuto de silêncio durante esta breve cerimónia.
Já na terça-feira em Paris foram feitas homenagens semelhantes mas desta vez às vítimas do jornal satírico Charlie Hebdo, ao polícia Ahmed Merabet e aos quatro judeus mortos no Hyper Cacher.
Os ataques em janeiro de 2015, que mudou a França para uma nova era de ameaça jihadista, matou 17 pessoas no total.
A estes ataques seguiram-se outros, durante todo o ano de 2015, muitos deles abortados pelas autoridades.
A 13 de novembro passado, vários ataques deixaram um rastro de 130 mortos em Paris.
Para defender a "harmonia do Islão" face "ao risco de confusão e estigmatização", o Conselho Francês da Fé Muçulmana (CFCM), o organismo representativo de mesquitas em França, organiza também neste fim de semana um "chá irmandade "com uma operação de abertura à sociedade em centenas de mesquitas.
Clarissa Jean-Philippe foi morta na rua no rescaldo do ataque contra o Charlie Hebdo, quando foi chamada para um acidente de trânsito comum e acabou assasinada por Amédy Coulibaly.
No dia seguinte, a 09 de janeiro, Coulibaly tomou como reféns os clientes e funcionários de um supermercado 'kosher' (judaico) em Paris, matando quatro deles antes de ser morto pela polícia.
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